
Amados por muitos, mas odiados ou ignorados por muitos mais... Existe desde há algum tempo uma rede ou base de "dados" de amizade / convívio na internet. Estamos a falar do Hi5, Zorba, SmS...enfim uma catrefada de "espaços" que servem de convivio, mostra e divulgação individual ou de grupos.
De pequenos a graúdos, estas redes de convívio são um ponto de descoberta e de partilha de informação, gostos, novas tendências e de amizade (apesar de virtual).
O funcionamento destes "sites" é simples e divertido: digamos que nem é um blog nem é uma pagina pessoal, é um espaço teu, onde podes partilhar informação, fotografias etc. O sistema é o de pirâmide, de género: os teus amigos são meus amigos.
O slogan, por exemplo, do hi5 é: Quem está "ligado"?
Fenómeno ou não, o certo é que esta tendencia parece estar para durar e quase "toda" a gente está ligada ou viciada a esta corrente cibernauta que dá a volta ao mundo. O lado positivo é que podemos trocar informações com "amigos" de Singapura ou até mesmo da Jugoslávia, e é claro encontrar pessoas cujo contacto estava perdido.
Esta rede é um dos sinais mais fortes da globalização em que vivemos actualmente, o seu contributo pode ser importante para cultivar de forma saudável o outro lado do homem como ser de relação, de descoberta e de curiosidade.
A sua utilização simplificada não só é um convite e incentivo à sua utilização, como fornece ingredientes para qualquer pessoa passar algum tempo descontraído junto do ecrã do computador. Contudo, como até as coisas mais simples e directas da vida, é necessário atender no seu uso indevido, por parte de alguns, mal intencionados e mesmo problemático.
Por isso, se receber um convite a associar-se, sinta-se sempre livre de escolher aceitar ou não. É que, (aproveitanso o slogan), só está "ligado" quem quer...
Obrigada pela Visita e pelas palavras que me disseste.
ResponderEliminarGostei do teu blog e vou voltar.
isto que redigiste neste artigo tens 100% de razao.
ResponderEliminarexiste alguns "espertinhos" que se aproveitam do trabalho dos outros para fazer dele o seu pseudo-talento.
Diogo Duarte
De facto existe, actualmente, a tendência generalizada da procura do outro através da mediação de um ecran.Os chats, messenger,mirc, etc, são os factos mais evidentes desta necessidade.
ResponderEliminarO que diria Levinas sobre isto? Segundo este filósofo, só há a assunção de um sentimento de empatia entre duas pessoas, quando se olha o rosto do outro. Este rosto, entenda-se, não é meramente uma face, com tudo o que a compõe, é o que está para lá da face, tudo o que não é visivel ao nosso olhar. Dando um exemplo prosaico, quando vamos a uma repartição pública (serviços académicos da UBI,:) por exemplo)e somos pessimamente atendidos por alguém irritante, o que acontece é que não vimos o rosto dessa pessoa,ou seja, não pensamos nos problemas que porventura pudesse estar a atravessar, ou qualquer outro motivo que a fizesse estar a ser agressiva ou irritante. A emergência de tudo o que um rosto esconde e, ao mesmo tempo, mostra é o inicio de um acto de empatia. Mas onde se encaixa tudo isto nos diálogos via internet? Como assoma a empatia pelo outro que se esconde (e ao mesmo tempo se revela)atrás de um ecran de computador? A linguagem assume aqui um papel determinante.
Sem dúvida que estes diálogos e "amizades" virtuais revelam a extrema necessidade que o homem tem de comunicar, de entrar em comunhão...
Numa primeira instância poderia parecer-nos que todo este tipo de relações sucedem num plano intelectual, pois, não temos o outro fisicamente perante nós, no entanto, a nossa condição de seres carnais e necessitados de algo palpável, logo nos impele à troca de fotos e outras coisas afins.
Para onde é que esta realidade aponta? Esperemos que seja para a união entre todos os seres...(quimera?talvez.)