quarta-feira, julho 23
segunda-feira, julho 21
domingo, julho 20
Bertold Brecht disse...
" Há homens que lutam um dia e são bons.
.
Há outros que lutam um ano e são melhores.
..
Há outros, ainda, que lutam muitos anos e são muito bons.
...
Há, porém, os que lutam toda a vida, estes são os imprescendíveis."
terça-feira, julho 15
HBO Voyeur
A teoria é muito simples. Temos acesso a tudo. Os governos são obrigados a descortinar pequenos detalhes que até então eram vistos como segredos de estado, porque o novo "espanto" do homem é sentir-se informado. Mas não é tudo... a privacidade é também ela um motivo de espanto. Cuidado... a nova acção promocional da HBO ficou a cargo da agência BBDO de NY. Vale a pena ver, observar, porque a curiosidade está na moda.Sitio HBO VOYEUR
segunda-feira, julho 14
Between Beautiful & Branding
Eis as boas novas para os interessados no documentário e novas tendências.
"Beautiful Losers celebrates the spirit behind one of the most influential cultural movements of a generation. In the early 1990's a loose-knit group of likeminded outsiders found common ground at a little NYC storefront gallery. Rooted in the DIY (do-it-yourself) subcultures of skateboarding, surf, punk, hip hop & graffiti, they made art that reflected the lifestyles they led. Developing their craft with almost no influence from the "establishment" art world, this group, and the subcultures they sprang from, have now become a movement that has been transforming pop culture. Starring a selection of artists who are considered leaders within this culture, Beautiful Losers focuses on the telling of personal stories...speaking to themes of what happens when the outside becomes "in" as it explores the creative ethos connecting these artists and today's youth. "
Ver trailer AQUI
Artigo AQUI
sábado, julho 12
Lively - Um novo conceito cyber social
A Google acaba de lançar um novo produto ligado à web 2.0. A ideia é fazer com que o usuário crie a sua própria imagem e espaço, onde partilhe o seu "mundo". A ideia é perfeita, porque torna a ideia de partilha de espaços muito mais "pessoal" mas mais criativa. Imaginemos o second life em versão web 2.0 e temos os resultado que a Google produziu. terça-feira, julho 8
A actual revolução académica passa exclusivamente por saber copiar.
O título não é uma provocação, é a realidade do sistema educativo. Os Ministérios e Conselhos Executivos estão consciente que o resultado final de uma avaliação basta para “avaliar” o percurso de cada pessoa, ou seja, as pessoas são substituídas somente por um número.
A vocação é tão subjectiva como as percentagens apresentadas todos anos pelos órgão reguladores, mesmo assim, quem deveria ter uma palavra em questões da vocação seria a própria pessoa, e nunca uma instituição. Hoje em dia a vocação é ludibriada por falsas questões, como por exemplo a empregabilidade, o sucesso, a riqueza etc… Isto é de certa forma uma manipulação ingénua que os nossos governantes incutem. Para explicar melhor isto basta seguir o exemplo das crianças. Se lhe perguntarmos o que querem ser quando forem grandes, elas conseguem responder sempre a mesma coisa; ou como o Ronaldo ou actor, médico, juiz, enfim… nenhum deles diz que quer ser técnico oficial de contas… isto vem provar que a criatividade é o centro do desenvolvimento humano, mais ainda é na emoção de querer mostrar ao mundo a pessoa que é. As escolas “educam” os mais novos para que eles se encaixem em qualquer lado, quando deveriam proporcionar e desenvolver os talentos particulares.
Posto isto, só existe uma solução, copiar. Se o que interessa é o resultado final, então que se copie.
Não está em causa a honestidade da pessoa, mas sim a integridade do sistema. Nas universidades deveria ser mais fácil orientar e promover o espírito livre do indivíduo, mas em Portugal não se leva muito a sério aquela hierarquia profissional que existe nos Docentes. Refiro-me aos professores titulares e auxiliares, porque o papel de um auxiliar é colaborar com o Mestre, ajudar etc. etc. criar uma identidade própria da instituição, o oposto disto leva a que cada um vá para seu lado, e os interesses de um não são compatíveis com os interesses do espírito do ensino da filosofia e não só, claro.
segunda-feira, julho 7
Que fazer depois da licenciatura em Filosofia?
A minha experiência académica na área da Filosofia é quase impressionista. No Ensino Secundário não dava “uma para a caixa”, tinha notas miseráveis e vergonhosas. Olhando agora para o passado, percebo qual a função dos professores do Secundário. Pegar num livro, e tentar explicar a meia dúzia de alunos o que o próprio livro dizia e não o que o conteúdo dizia. Ora, este tipo de método só é viável aos que possuem uma boa memória. A memória é tão importante como uma conta bancária cheia de dinheiro. Existem pessoas cheias de dinheiro mas com o juízo harmonioso medíocre, e o inverso, é termos pessoas com juízos de valor excelentes mas do ponto de vista prático estam limitadas pelo "sistema". Isto é visível nos Políticos que decidem o que deve ser ensinado porque o sistema económico controla o ensino, ou seja, existe mediocridade nos Ministérios, tanto da Educação como da Economia. Nunca aprendi no Ensino Secundário a desenvolver-me na realidade do meu próprio "sistema", nem mesmo a discutir as exigências da minha própria existência.Os Professores ainda hoje fazem testes e questões, não para incentivar o uso da razão e da criatividade, mas sim para saber se dominamos o “marranço”, lá está, a memória domina, mas não controla o sistema, porque vai entusiasmar e estimular a cábula.
Depois de terminar a licenciatura decidi não ser professor, porque em vez de poder ensinar aos meus amiguitos a pensar e a ter uma noção bela e empreendedora da vida, teria que perder tempo na burocracia dos ministérios, quem diz isto não sou eu, mas a maioria dos Docentes.
Todos os Licenciados têm licença para ensinar no quotidiano, partilhando com todos aqueles que se cruzarem, a verdadeira motivação da vida e pondo em prática a razão e a criatividade. Por isso deixo aqui um site como sugestão para se fazerem ao caminho da descoberta, foi assim que Parménides o exemplificou, também eu o exemplifico. Até lá, encontramo-nos na Terceira, quem sabe, poderá estar lá a oportunidade de crescermos filosoficamente na criatividade, emoção e na memória “física”.
domingo, julho 6
Caramba!
Hoje está tudo muito estranho!
Ontem as coisas estavam tão normais!
O que será que mudou à noite?
Ora vejamos: Serei a mesma quando acordei de manhã?
Tenho a impressão de me ter sentido um pouco diferente.
Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é “Quem sou eu?”
Ah! Esse é o grande puzzle!"
-Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
Hoje está tudo muito estranho!
Ontem as coisas estavam tão normais!
O que será que mudou à noite?
Ora vejamos: Serei a mesma quando acordei de manhã?
Tenho a impressão de me ter sentido um pouco diferente.
Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é “Quem sou eu?”
Ah! Esse é o grande puzzle!"
-Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
Resumo da minha Tese de Licenciatura. Contributos para a Filosofia da Mente
Será que existe de facto algum sistema capaz de elucidar o Homem na sua descoberta do mundo em que vivemos? Os Pré – Socráticos são um belo exemplo da capacidade de expressão e narração que difunde, quem sabe geneticamente, o espírito explorador e impaciente de nos situarmos no mundo. As respostas que os nossos antepassados nos deram não são as suficientes para domesticar a problemática da nossa existência, é preciso mais porquê?
A Filosofia da Mente apresenta-se como uma confirmação de confiança nas ciências que o Homem construiu. É o suporte do inteligível e do concreto, é aquela arte e ciência que sem rodeios manifesta uma fenomenologia capaz de se situar em qualquer época do pensamento Humano.
O pequeno ensaio que apresento é uma iniciação sem rodeios ao universo da Filosofia da Mente, criada não para ser um manual mas sim para criar uma vontade de iniciação e para situar os mais novos na Filosofia da Mente. Partimos nesta viagem com um belo companheiro Sueco chamado Emmanuel Swedenborg que percebeu logo de inicio que reside no pensamento filosófico a construção humanizada, é um dos pioneiros da Filosofia das Ciências, tal como René Descartes e outros. O Fisicalismo foi uma tentativa que a Ciência conteve para substituir o Ser autónomo que somos, mas sem sucesso porque o Dualismo apareceu tomando as rédeas ao pequeno atentado reducionista.
Agora o Homem é mais livre porque a Filosofia assim o disse através do Epifenomenismo, ou seja, as teorias emergentistas.
A Filosofia da Mente apresenta-se como uma confirmação de confiança nas ciências que o Homem construiu. É o suporte do inteligível e do concreto, é aquela arte e ciência que sem rodeios manifesta uma fenomenologia capaz de se situar em qualquer época do pensamento Humano.
O pequeno ensaio que apresento é uma iniciação sem rodeios ao universo da Filosofia da Mente, criada não para ser um manual mas sim para criar uma vontade de iniciação e para situar os mais novos na Filosofia da Mente. Partimos nesta viagem com um belo companheiro Sueco chamado Emmanuel Swedenborg que percebeu logo de inicio que reside no pensamento filosófico a construção humanizada, é um dos pioneiros da Filosofia das Ciências, tal como René Descartes e outros. O Fisicalismo foi uma tentativa que a Ciência conteve para substituir o Ser autónomo que somos, mas sem sucesso porque o Dualismo apareceu tomando as rédeas ao pequeno atentado reducionista.
Agora o Homem é mais livre porque a Filosofia assim o disse através do Epifenomenismo, ou seja, as teorias emergentistas.
sábado, julho 5
Oliver Kahn na galeria do Madame Tussauds

Uma mulher posa para a fotografia junto da figura de cera do antigo guarda-redes da selecção alemã e do Bayern de Munique, Oliver Kahn, no museu Madame Tussauds de Berlim que abre hoje as suas portas, apresentando 75 figuras de pessoas famosas.
Foto: Tobias Schwarz/Reuters
Fonte: P
quarta-feira, maio 14
quarta-feira, abril 23
segunda-feira, março 3
Tipo e Método na Letra
Há muito pouco tempo atrás, os alunos eram analisado e avaliados pela "letra". A letra era o sinónimo da pessoa. Hoje em dia, é impossível apresentar seja o que for escrito à mão. Se antes, a manualidade era a identificação do Discente, agora o Docente analisa o tipo de escrita, a forma como escreve. É o trunfo e o sinónimo da pessoa, é a própria pessoa. Se tivermos que aldrabar o sistema académico, terá que ser através da própria linguagem [formal, ou não-formal] e não com o -tipo de letra.A identificação do discente é mais natural, muito mais subtil.
Em suma: Venha a tecnologia que vier, o Homem será sempre identificado, nem que seja com o método de escrita, isto porque, o tipo sobrepõe o método.
domingo, março 2
domingo, fevereiro 17
quinta-feira, fevereiro 14
Persuadir, Mudar, Influênciar - Happy Valentine's Day
love in my pocket
Eis o mote da PSYOP , uma agência publicitária Americana (NY). São os responsáveis do sucesso
da Coca -Cola, Happiness Factory, como também da nova campanha publicitária da Fanta.
terça-feira, fevereiro 12
O acto de escrever [ética] 3/5
Não é uma questão de ser exigente, aliás, não existe questão nenhuma. Não existe síndrome que derrube a pessoa, ou até que a baralhe. Mas o ser exigente nem sempre é mau, mas quando deixamos de ser exigentes nos valores tradicionais e passamos a se-lo nas coisas fúteis, ora fúteis aqui tem uma conotação muito pouco existencial, entenda-se. Tudo é perfeito, tudo deve ser perfeito, por isso é que somos exigentes. Mas quando temos a exigência do nosso lado? Quando dominamos a perspectiva do outro, daquele, vá... da pessoa. Pois bem, o caos é divino, porque é sinonimo de evolução ou usando um termo quase Kafkiano, metamorfose. Quando estamos numa Foz é impossível saber quando é que acaba o rio e começa o mar. ora a nossa vida é precisamente a mesma coisa. Ou somos o rio, ou somos o mar, pois bem, o rio “caminha” sempre para o mar, e o segredo da exigência humana ou existencial, é simplesmente aceitar o facto que por muita vontade que tenhamos em ser rio isso não poderá acontecer. Para aqueles que pensam que podem ser sempre rio, mais vale ficar no caos, na turbulência. Mas não faz mal, não tem muita importância, isto porque, visto de longe, o caos até é espectacular. Não é?
sábado, fevereiro 9
Bibliografia essêncial para se entender o Nietzsche
Nietzsche, “Para Além de Bem e de Mal”, Guimarães Editora, Lisboa, 1987
.
Nietzsche, “Assim falava Zaratustra”, Guimarães Editora, Viseu
.
Nietzsche, “Ecco Homo”, Guimarães editora, 6º Edição, Lisboa, 1990
.
Nietzsche, “Nietzsche o Anticristo”, Guimarães Editora, 8ª edição, Lisboa, 1994
.
Nicola Abbagnano, “História da Filosofia”, Vol. XI Editorial Presença,3ª edição, Lisboa, 1984
.
Teofilo Urdanoz, O.P., “Historia de la Filosofia”, Vol. V, Biblioteca de Autores Cristianos, 2ª edição, Madrid, 1994
.
Nietzsche, “Assim falava Zaratustra”, Guimarães Editora, Viseu
.
Nietzsche, “Ecco Homo”, Guimarães editora, 6º Edição, Lisboa, 1990
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Nietzsche, “Nietzsche o Anticristo”, Guimarães Editora, 8ª edição, Lisboa, 1994
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Nicola Abbagnano, “História da Filosofia”, Vol. XI Editorial Presença,3ª edição, Lisboa, 1984
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Teofilo Urdanoz, O.P., “Historia de la Filosofia”, Vol. V, Biblioteca de Autores Cristianos, 2ª edição, Madrid, 1994
Spectrum_Online - Rádio
A Spectrum é uma rádio sem género criada por mim e por uma amiga (Marta). Em menos de uma semana, chegámos a top 5 das mais ouvidas, obrigado a todos. Enviem sugestões de músicas para colocarmos online. Bem Vindos à Spectrum_Online.
sexta-feira, fevereiro 1
Poesia Informática
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segunda-feira, janeiro 28
Bizarrices e astronomia
Segundo Max Scheler, o homem tem um valor, existe uma relação intrínseca entre a o -Ser e percepção dele mesmo para com o objecto, ao que ele chama de -Teoria do Valor. O -Ser Humano procura desde sempre uma “ideia” de si mesmo, temos um ideal que admiramos e que queremos possuir, isto porque sabemos que esta mesma ideia consegue ter um valor, é como que nascêssemos todos gestores e economistas. Pois bem, a ideia contraria a isto mesmo, chamamos de Bizarrice. Também admiramos o bizarro, só que ao contrário de querermos possuir, queremos contemplar como forma contrária ao valor, ou seja, usam-lo para exorcizar o outro lado valioso. Não quer dizer que não exista valor (seja ele económico, fenomenológico ou existencial), quem já viu o -Homem Elefante do David Lynch sabe do que estou a falar. Contudo é impressionante que hoje (dia 28 de Janeiro de 2008) o Asteróide 2007 TU24 passe pelo nosso planeta, e sendo algo também bizarro, porque é raro, não existe um interesse geral em ver em contemplar. Hoje, metaforicamente, já ninguém liga aos eclipses solares, lunares e até mesmo às bonitas chuvas de meteoritos, porquê? Porque não possuem o valor humano que tanto gostaríamos de ter. não é humano, não contem a experiência da metamorfose, queremos algo humano, o resto não nos interessa, porque não existe uma identificação possível com a nossa própria realidade. Como é algo de tão cientifico, deixa de perder o encanto à especulação, agora se fosse um objecto voador não identificável, a perspectiva seria diferente, porquê? Porque seria bizarro, temos fascínio pelo bizarro, e colocamo-lo em tudo o que nos dê prazer, seja humano ou intra-humano.
domingo, janeiro 27
O acto de escrever [cábula] 2/5
Existem vários tipos de cábulas. Os mais importantes são: - “Copy Past” e os - “Run Time Copy”. Copy past são normalmente os novatos ou iniciados no processo da fraudulência académica, enquanto que os run time copy, são aqueles que copiam, não porque precisem de copiar mas não dispõem de tempo para investigar. Ora todo este processo de cábulas ou plagiadores não é novidade (ver edição nº 6510 no jornal Público), novidade é que a globalização aliada às novas tecnologias conseguiu produzir uma cadeia de informação de tal modo eficaz, mas nunca eficiente no seio académico. É legitimo plagiar, também é legitimo chumbar quem plagia. Este último argumento é isolado, senão vejamos; - Se tiver a hipótese de assaltar um banco, vou assaltá-lo? Se for apanhado sou automaticamente detido, a não ser que seja um accionista maioritário de um banco ou até mesmo um filho de algum administrador. Pois bem não é preciso uma conduta, nem muito menos uma ética no ensino. É necessário é uma grande renovação no ensino. A cábula é meramente um sintoma do péssimo estado em que o ensino global se encontra. Se repararmos bem na nossa sociedade, basta a freguesia ou conselho para conseguirmos ser ainda mais realistas, o que encontramos é um sistema educacional onde só um punhado de pessoas têm acesso à virtude ou ao patamar elevado desta triangular sociedade. Porque é que tão poucas pessoas podem ser os “chair-mans” de uma empresa? Parece que o ensino é feito para a minoria.
Os professores ou pedagogos são por vezes tão ignorantes, ao ignorarem este processo complexo do ensino. Continuam a ensinar de forma ainda arcaica o que num sistema tão evoluído onde as crianças de certa forma se entusiasmam com o verdadeiramente interessante. A cadeira de história é péssima porquê? O que se lecciona? Guerras, conspirações, e montes de porcaria, para não falar de historia contemporânea que é sem duvida o pesadelo de muitas pessoas. Ora este pequeno exemplo é uma analogia a um conjunto muito variado de disciplinas onde se expõe o menos produtivo de forma a criar na pessoa uma individualidade emocional e criativa. Qualquer pessoa quer aprender, seja no campo prático ou teórico todos nós gostamos de aprender, mas não neste antigo mundo o da antiga industrialização, porque esse já lá vai, e nós estamos noutro, querem saber qual? Perguntem aos plagiadores ou cábulas, eles é que são o sintoma, eles é que nos podem explicar o porquê de copiar. Estranho? Não. Continuem a ignorar a verdadeira minoria, e assim criam uma sociedade não tão ignorante, mas pior que isso, Hipócrita.
Os professores ou pedagogos são por vezes tão ignorantes, ao ignorarem este processo complexo do ensino. Continuam a ensinar de forma ainda arcaica o que num sistema tão evoluído onde as crianças de certa forma se entusiasmam com o verdadeiramente interessante. A cadeira de história é péssima porquê? O que se lecciona? Guerras, conspirações, e montes de porcaria, para não falar de historia contemporânea que é sem duvida o pesadelo de muitas pessoas. Ora este pequeno exemplo é uma analogia a um conjunto muito variado de disciplinas onde se expõe o menos produtivo de forma a criar na pessoa uma individualidade emocional e criativa. Qualquer pessoa quer aprender, seja no campo prático ou teórico todos nós gostamos de aprender, mas não neste antigo mundo o da antiga industrialização, porque esse já lá vai, e nós estamos noutro, querem saber qual? Perguntem aos plagiadores ou cábulas, eles é que são o sintoma, eles é que nos podem explicar o porquê de copiar. Estranho? Não. Continuem a ignorar a verdadeira minoria, e assim criam uma sociedade não tão ignorante, mas pior que isso, Hipócrita.
terça-feira, janeiro 22
Ode à minha querida amiga Andreia Cairrão
De ti e só para ti, nascem as deslumbrantes harmonias da manha. És a verdade do ómega que não pústula com a vontade do universo. Coitados dos ignóbeis seres que não entendem o carinho com que demonstras amar o mundo.
As pessoas para ti são a paixão da substância divina. És panteísta no pormenor, o que por vezes me irrita profundamente. A ti e só para ti, com a frescura de um escrito neo-romantico, as minhas palavras de luxo e enriquecedora ternura.
À minha querida amiga Andreia.
As pessoas para ti são a paixão da substância divina. És panteísta no pormenor, o que por vezes me irrita profundamente. A ti e só para ti, com a frescura de um escrito neo-romantico, as minhas palavras de luxo e enriquecedora ternura.
À minha querida amiga Andreia.
domingo, janeiro 13
O Acto de escrever [Politica] Parte 1/5
Esquecendo todos os exercícios retóricos que Aristóteles nos habituou, e muito bem, parto eu, para um exercício mental que nos pode a todos ajudar a não cair desalmadamente na imposturia de outros. A palavra e a imagem são usadas como forma de comunicação. No mundo politico português, é a promessa que prevalesse sobre todas as coisas. Os grandes “partidos políticos prometem tudo, mas nem sempre cumprem”. Existe um grande défice tanto na exposição do acordo social (promessa), como da acção propriamente dita. Ora, só os grandes mentirosos é que conseguem sobreviver e alcançar a demanda da governa-mentação, isto porque é a marca (partido) que assegura o erro, porque se assim não fosse, não existiriam símbolos partidários. Nunca vimos um pequeno partido politico a prometer a redução do IVA, ou até mesmo a apresentar uma vital reforma no serviço nacional de saúde. Porquê? Por que sabe que não o pode fazer. E por que fazem os grandes partidos (marcas)? Porque dominam a maioria dos sectores industriais e económicos. A retórica sendo a arte (technê) da persuasão pela palavra, faz com que o facto cultural existente na nossa débil sociedade, se transforme num contingente verbal sem substancia. Os gregos bem o sabiam, aliás, Sócrates bem o sabia, e é nessa epifania socrática que a batalha começa. Os criadores ao repararem no verdadeiro “poder” da oratória, tentaram subjugá-la e formaram paralelamente um outro contingente intitulado Sofistica. Depois deste derradeiro momento, dois novos contingentes de saber (e não, -do saber) entrariam em colapso social. É claro que para a maioria dos investigadores intelectuais, a que lhe poderemos dar o nome de filósofos de gabinete, a retorica prevalesse, e Sócrates muito eloquentemente vence a homérica batalha contra os seu “homólogos”, sofistas. Mas fica sempre a questão pertinente de que os sofistas conseguiram vencer o duelo da palavra conceptual, mas como? Façamos um exercício mental e deixemos o passado e olhemos com espirito firme para o Presente. Qual o significado actual de retorica para a maioria da sociedade? A retorica é má e é usada para proveito próprio, ela ilude o pensamento dos mais ignorantes e consegue “irritar” o mais “sábio”, retorica é sinonimo de politica, e a politica é sinal de corrupção. Estaremos todos enganados ou Sócrates não conseguiu dar bem a lição? Afinal, quem venceu a batalha? Os Sofistas. Talvez Górgias tivesse razão, e esse, usando a inteligente ironia socrática do “ só sei que nada sei” calou-se no seu mais impio olhar e protegeu a arte da persuasão da palavra até aos dias de hoje.
sábado, janeiro 12
domingo, janeiro 6
sábado, janeiro 5
De génio maligno a caruncho malfeitor
É desconcertante o incrível trabalho que este mafarrico me tem proporcionado na minha mente. É tudo mente. Pensava que uma dor de estomago seria pior do que uma dor de cabeça, mas não-o é. esta paranóia constante de culpa. É horrível. Tenho a certeza que Descartes também tinha um mafarrico, deu-lhe um nome; Génio Maligno. Descartes escreveu um livro para superar o sacana, eu vou tomar CIPRALEX. Vou dar também um nome ao meu mafarrico ou génio maligno. O Meu irá chamar-se -Caruncho Malfeitor. É para aprender.
quinta-feira, janeiro 3
Opus XV
- É tão pesado!
- O quê?
- Amar alguem!
- Amar como?
- Sei lá, amar!
- Mas... Amar, no sentido, de namorar alguem?
- Sim.
- O que aconteceu?
- Não sei. Acho que deixei de Amar.
- Acabaste com a tua namorada?
-Também!!
- Também??
- Acabei com ela e comigo.
- Mas isso não é possível. Simplesmente estás deprimido.
- Estou mais do que isso.
- Mas o que se passou?
- É daquelas coisas que todos buscam mas que no meu caso, é um verdadeiro tormento, não suporto o peso da angustia amorosa.
- Mas ainda gostas dela?
- Não é isso... simplesmente sinto que não é Ela, mas gostava que fosse. Por um lado dá-me condições para ser feliz, mas por outro prende-me na incerteza de mim mesmo.
- Entendo-te. Gostavas de ter um bocadinho dela.
- Mais ao menos. Sinto-me como a narração de Helena de Tróia. Uns querem-na possuir, outros só a querem contemplar. O final já tu sabes. Vem a guerra, e eu não me sinto nenhum Aquiles.
- Pois, coitado, até esse morreu.
- Morreu feliz?
- Pois... não sei.
- Pois.
quinta-feira, setembro 13
O padrão do conhecimento vem da máquina
Serão muitos os padrões que fazem o conhecimento. O padrão do ensino pré-primário, básico, secundário, universitário etc... Mas ao certo ninguém sabe que padrão desenvolver. Na realidade só existe um padrão na área do conhecimento, é a vontade. Ora, se a vontade de ensinar perpetua, então a vontade de aprender é aclamada, é este o fundamental principio que rege o conhecimento / ensinamento. Actualmente o professor tem tido um papel um bocadinho chato, não só na perspectiva do aluno, como também na sociedade. Não havendo empregos na área do ensino, acumulam-se os desempregados, logo, a dita profissão banaliza-se, mas coitados, pior que isso é a nova ferramenta de ensino, o b-lerning, que neste caso concreto vem dar razão à maioria dos alunos (onde aprendem mais em frente ao “computador”, do que numa sala de aula). É uma feliz coincidência, ao que os professores chamam de adaptação aos novos tempos. Mas caros professores, não desanimem, porque não são os únicos nestas condições (lutarem ou serem comparados a uma máquina), outrora os bancários passaram pelo mesmo, a quando da chegada das caixas multibanco e da internet, mas o resultado só podia ter sido melhor, é verdade, mais competitividade honesta na profissão, só os verdadeiramente vocacionados se atreviam a fazer frente a uma máquina preparada para os “substituir”, o que está a acontecer é a mesma coisa. Melhores para um lado, piores para outro. Tudo em nome do conhecimento.
Todo o pensamento moderno está imbuído da ideia de pensar o impensável – MICHEL FOUCAULT
O optimismo consegue desmesurar o pessimismo, isso é obvio, contudo, pessoas optimistas conseguem tornar-se pessimistas, isto é fácil de explicar; o optimismo dá esperança ao -ser, cria animo, mas não consegue controlar a barreira da inveja. Uma pessoa invejosa é por natureza optimista, na medida em que se torna protectora da sua própria frustração. Se temos inveja, é porque nos sentimos carenciados e espezinhados, isto visto em comparação igualitária, logo partimos do principio que a inveja e o optimismo são a mesma circunstancia. A relação -optimismo – pessimismo, de nada influencia o negativismo, é claro que nem o positivismo influencia a metafisica, nem a metafisica influencia a religião, e quem sabe até o marxismo. Mas não querendo fugir da co-relação institucional entre o pensamento anti-pragmático da irracionalidade coerente do homem, é antes de mais necessário enfrentar a salutar vontade de ser feliz. Se vivêssemos sem qualquer tipo de relação social, seriamos felizes, se não entrarmos tanto na ilusão do -outro, podemos conseguir a mediação da pragmatização iluminista do -ser. Mas o que me leva a este escrito é o seguinte: todos temos a necessidade de evoluir, mas acreditem em mim, existem coisas que não necessitam necessariamente de uma evolução intelectual. Consegui fazer-me entender?
segunda-feira, março 19
Publicada por
Guilherme Castanheira
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Neto de Caçador
Não o conheci. O meu Pai é órfão, será que posso idealizar o meu avô, reinventa-lo seria perfeito. Assim sendo, serei neto de caçador.
Superar a duvida é do mais intrigante que a nossa mente tem preparado para nós. Tive em tempos um avô que era caçador, nunca foi um grande caçador, ele preferia ouvir os animais, não quer dizer que não se tenha alimentado deles, claro que sim, mas só comia os que lhe davam mais luta. O meu avô nunca usou uma arma, era tudo caçado através do ataque surpresa. Esperava-os, dominava-os e exprimia-lhe a condição de vida. Havia uns que lhe davam mais luta, como é o caso do javali e de algumas lebres que teimavam sempre em esconder-se nos mais recônditos espaços do seu habitat. Quando chegava a casa com o troféu de um dia vingativo, desejava sempre poder ignorar que ele mesmo estaria muitas das vezes do lado desses animaizinhos intrigantes que são caçados. É tudo uma questão de oportunidade. o que mais o intrigava é que o homem é negativo porque desde sempre foi educado para caçar, para lutar, mas é nesta actualidade que quando, e cada vez mais, os animais começam a ser uma espécie em protecção, então o homem tem que se virar para o próprio homem. O homem não foi criado para caçar, - dizia ele sempre com um ar aborrecido e melancólico -, é verdade amigo avô, o homem no sentido mais profundo da experiência não está propriamente a caçar, mas sim a proteger-se.
Enfrentar os problemas sempre foi uma arte, existem pessoas que nem sequer os enfrentam, abordam-nos, e isso é a eterna questão da problemática. O fatalismo da contradição que opõe o –enfrentar e o –abordar atinge de certa forma o nosso estado de lucidez que pode mesmo levar à loucura.
Quem caça não é propriamente louco, mas quem é caçado é louco. Os loucos são as presas do anti – cinismo.
Se vivemos, se já cá estamos, então, que seja para caçar. Em tempos fui neto de caçador, e o meu avô nunca precisou de usar uma arma, porque as suas presas sempre -O enfrentaram.
Superar a duvida é do mais intrigante que a nossa mente tem preparado para nós. Tive em tempos um avô que era caçador, nunca foi um grande caçador, ele preferia ouvir os animais, não quer dizer que não se tenha alimentado deles, claro que sim, mas só comia os que lhe davam mais luta. O meu avô nunca usou uma arma, era tudo caçado através do ataque surpresa. Esperava-os, dominava-os e exprimia-lhe a condição de vida. Havia uns que lhe davam mais luta, como é o caso do javali e de algumas lebres que teimavam sempre em esconder-se nos mais recônditos espaços do seu habitat. Quando chegava a casa com o troféu de um dia vingativo, desejava sempre poder ignorar que ele mesmo estaria muitas das vezes do lado desses animaizinhos intrigantes que são caçados. É tudo uma questão de oportunidade. o que mais o intrigava é que o homem é negativo porque desde sempre foi educado para caçar, para lutar, mas é nesta actualidade que quando, e cada vez mais, os animais começam a ser uma espécie em protecção, então o homem tem que se virar para o próprio homem. O homem não foi criado para caçar, - dizia ele sempre com um ar aborrecido e melancólico -, é verdade amigo avô, o homem no sentido mais profundo da experiência não está propriamente a caçar, mas sim a proteger-se.
Enfrentar os problemas sempre foi uma arte, existem pessoas que nem sequer os enfrentam, abordam-nos, e isso é a eterna questão da problemática. O fatalismo da contradição que opõe o –enfrentar e o –abordar atinge de certa forma o nosso estado de lucidez que pode mesmo levar à loucura.
Quem caça não é propriamente louco, mas quem é caçado é louco. Os loucos são as presas do anti – cinismo.
Se vivemos, se já cá estamos, então, que seja para caçar. Em tempos fui neto de caçador, e o meu avô nunca precisou de usar uma arma, porque as suas presas sempre -O enfrentaram.
sábado, fevereiro 17
Opus XXV
- Tirar ideias? Ainda por cima, de um jornaleco de merda?
O que há mais por aí, são ideias, e ideais também! O problema é que não se consegue refutar uma argumentação baseada nos ideais. Ainda por cima é quase impossível a sustentabilidade de qualquer argumento, seja ele vindo da ideia ou do ideal. Apesar de não existir diferença, eu sinto-a. É claro que a criatividade é a pura origem do falhado, ou então do glorioso. Tanto tempo e nada. Não se trata propriamente de um medo, ou do medo, mas é mais a hesitação do presente. Quem disse que a hesitação não mata? Mata pois, e bem que mata. Precisava de mais memória. Dava-me jeito. O que faz de um ser inteligente e não – inteligente, é a memoria. Não é tanto o conhecimento ou a sensatez lúcida que fazemos da vida, nada disso, é a memoria.
Memoria.
O que há mais por aí, são ideias, e ideais também! O problema é que não se consegue refutar uma argumentação baseada nos ideais. Ainda por cima é quase impossível a sustentabilidade de qualquer argumento, seja ele vindo da ideia ou do ideal. Apesar de não existir diferença, eu sinto-a. É claro que a criatividade é a pura origem do falhado, ou então do glorioso. Tanto tempo e nada. Não se trata propriamente de um medo, ou do medo, mas é mais a hesitação do presente. Quem disse que a hesitação não mata? Mata pois, e bem que mata. Precisava de mais memória. Dava-me jeito. O que faz de um ser inteligente e não – inteligente, é a memoria. Não é tanto o conhecimento ou a sensatez lúcida que fazemos da vida, nada disso, é a memoria.
Memoria.
quinta-feira, fevereiro 15
segunda-feira, fevereiro 12
Sem medo
"Quando já não tivermos possibilidades de sucesso, resta-nos testemunhar. Não se perde a vida daqueles que souberam dar largo testemunho. Conhecemos a fragilidade das nossas forças e do sucesso, mas conhecemos também a grandeza do nosso testemunho. Eis porque conduzimos sem hesitação a nossa tarefa na certeza da nossa juventude."
O Personalismo, Emmanuel Mounier
sexta-feira, fevereiro 2
As instituições estão em completa crise estrutural. Quem afirma tal coisa, - será especulação -, são os senhores, Jonas Ridderstråle e Kjell A Nordström, obviamente que me refugio nesses nomes para poder ter também eu alguma credibilidade, sendo eu um comum mortal, é sempre difícil que os meus pequenos manifestos sejam ouvidos, talvez por isso que use e abuse da minha arrogância, o Mourinho era arrogante, também o posso ser, Jesus Cristo era arrogante, mas o que faz dos arrogantes pessoas arrogantes é o simples facto de a única arma que possuem (a linguagem, ou conhecimento? Qual a maior arma da actualidade?) ser o meio crucial para desmembrarem a tradição ou falsa tradição que perpetua as civilizações.
As instituições estão em crise… hoje é possível encomendar uma tese de doutoramento via e-mail. Então que fazem os fabricantes de teses? Para que usam eles o conhecimento? Para fazerem dinheiro, assim é fácil ser professor, ou então acabar um curso Universitário. Este novo sistema abrange todos os sectores laborais do mundo, assim sabemos que as instituições que nos regem a lei, são meramente um plágio pouco convencional e muito bem camuflado. as pessoas atentas, os da classe baixa, lutam, mas nunca são ouvidos, é indiferente. O conhecimento está de rastos, é a velha escola da era da industrialização, e agora com a pós – industrialização? As instituições não estão preparadas e as que estão, juntaram-se ao individualismo (Jonas Ridderstråle e Kjell A Nordström) no caso de Portugal, é fácil adivinhar, dado que vivemos em agonia profunda desde o 25 de Abril de 74. A falta de estudantes, a falta de investimento, a falta de orientação, provoca a que a mobilidade europeia seja mais fácil; ir trabalhar para países como a Suécia, Finlândia ou até mesmo a Noruega (com 200 euros numa companhia de lowcost, tudo é possível), onde o nível de vida é surpreendente e onde o acolhimento está de tal forma bem organizado, faz destes neo – nómadas, o rumo de uma vida, o que interessa é o dinheiro, a vocação também, mas esta aqui é adiada por uma aventura prospera, afinal de contas, quando se tem talento tem-se em qualquer parte do mundo. As instituições portuguesas têm que entender que o sistema está gasto e que a revolução é uma mera ilusão operaria, porque a cada momento que passa, temos jovens empreendedores a fugirem para Inglaterra, e afins… Agora estes individualistas estão prestes a alterar toda a rota universal, viva o individualismo.
As instituições estão em crise… hoje é possível encomendar uma tese de doutoramento via e-mail. Então que fazem os fabricantes de teses? Para que usam eles o conhecimento? Para fazerem dinheiro, assim é fácil ser professor, ou então acabar um curso Universitário. Este novo sistema abrange todos os sectores laborais do mundo, assim sabemos que as instituições que nos regem a lei, são meramente um plágio pouco convencional e muito bem camuflado. as pessoas atentas, os da classe baixa, lutam, mas nunca são ouvidos, é indiferente. O conhecimento está de rastos, é a velha escola da era da industrialização, e agora com a pós – industrialização? As instituições não estão preparadas e as que estão, juntaram-se ao individualismo (Jonas Ridderstråle e Kjell A Nordström) no caso de Portugal, é fácil adivinhar, dado que vivemos em agonia profunda desde o 25 de Abril de 74. A falta de estudantes, a falta de investimento, a falta de orientação, provoca a que a mobilidade europeia seja mais fácil; ir trabalhar para países como a Suécia, Finlândia ou até mesmo a Noruega (com 200 euros numa companhia de lowcost, tudo é possível), onde o nível de vida é surpreendente e onde o acolhimento está de tal forma bem organizado, faz destes neo – nómadas, o rumo de uma vida, o que interessa é o dinheiro, a vocação também, mas esta aqui é adiada por uma aventura prospera, afinal de contas, quando se tem talento tem-se em qualquer parte do mundo. As instituições portuguesas têm que entender que o sistema está gasto e que a revolução é uma mera ilusão operaria, porque a cada momento que passa, temos jovens empreendedores a fugirem para Inglaterra, e afins… Agora estes individualistas estão prestes a alterar toda a rota universal, viva o individualismo.
sexta-feira, janeiro 26
Revisitar o acaso generoso
Todos sabemos que existem vários tipos de acaso, mas o que mais me agrada é sem qualquer verosimilhança o acaso generoso.
Hoje pastei, vegetei e ruminei a minha bela rotina. Montei uma velha e ferrugenta prateleira que estava escondida desde a minha nobre saída do seminário. Decidi, dar uma valente volta pela enfermidade da minha humilde casa, tudo isto, porque andava em busca de alguns pequenos fragmentários que eloquentemente alvoravam por corredores fora, quem sabe, também eles nómadas. Percorri léguas afim de preencher a vasta prateleira ferrugenta, encontrei ninhos de víboras, cartas assassinas de um passado vigoroso, livros do antigo regime, e que grande regime… espirrei de alergia, pó e pó, já ao findar do dia, e daquela tarefa da vontade espontânea que ocorrera ao principio da tarde, deporta-me o sentido da curiosidade por uma caixinha de cds em papel, olhei para ela, peguei nela, lia e ri-me: “Guia de Indústrias e Profissionais de Portugal”, voltei a rir-me, e abria na esperança de ter um motivo sólido e pouco sensacionalista de empurrar aquilo para o lixo. Atrapalhadamente, acabara de encontrar o meu perdido cd dos Tindersticks, o álbum era o Donkeys 92 – 97, que lindo, que belo, que sublime. Voltei-me para o acaso, e respondi-lhe:”Obrigado”.
Hoje pastei, vegetei e ruminei a minha bela rotina. Montei uma velha e ferrugenta prateleira que estava escondida desde a minha nobre saída do seminário. Decidi, dar uma valente volta pela enfermidade da minha humilde casa, tudo isto, porque andava em busca de alguns pequenos fragmentários que eloquentemente alvoravam por corredores fora, quem sabe, também eles nómadas. Percorri léguas afim de preencher a vasta prateleira ferrugenta, encontrei ninhos de víboras, cartas assassinas de um passado vigoroso, livros do antigo regime, e que grande regime… espirrei de alergia, pó e pó, já ao findar do dia, e daquela tarefa da vontade espontânea que ocorrera ao principio da tarde, deporta-me o sentido da curiosidade por uma caixinha de cds em papel, olhei para ela, peguei nela, lia e ri-me: “Guia de Indústrias e Profissionais de Portugal”, voltei a rir-me, e abria na esperança de ter um motivo sólido e pouco sensacionalista de empurrar aquilo para o lixo. Atrapalhadamente, acabara de encontrar o meu perdido cd dos Tindersticks, o álbum era o Donkeys 92 – 97, que lindo, que belo, que sublime. Voltei-me para o acaso, e respondi-lhe:”Obrigado”.
quinta-feira, janeiro 25
Caro Mestre Nietzsche (2-10)
Muito obrigado pelas suas atenciosas palavras de conforto, é nesta distância verbal e corporal que só as palavras fazem sentido, só as palavras constroem a acção do imaginário, e neste preciso caso, da saudade e do conforto, que tanto preciso. Mas deixo o lamurio do meu presente – passado para quando nos reunirmos em alegria e eternidade, será belo, belíssimo, assim o espero.
Amigo, o que lhe proponho no seguimento deste pequeno desabafo tem a ver com a submissão. Infelizmente a nossa civilização está condenada a um preconceito chamado: Conhecimento. Lembro-me de certa altura ter afirmado que: “ vivemos, seguramente, graças ao carácter superficial do nosso intelecto, numa ilusão perpétua: temos então para viver, necessidade da arte a cada instante.” Sim, e é essa mesma arte que ignoramos todos os dias. Por exemplo na minha terra Natal, Santa Comba Dão, as pessoas podem ser explicadas pela seguinte expressão: “Como burros a olhar para um palácio”, e isto porquê, porque lhes falta a sensibilidade da criação. Com isto afirmo piamente que qualquer politico e educador em Portugal é uma circunstancia – superficial, dado que ensina o – outro de uma maneira mecanicista e tecnicista, sem paladar cor ou alento. Vivemos no “mercado” de um conhecimento desesperado. As pessoas tentam devorar sem sentimento uma pérola inigualável, talvez por isso, é que, e peço desculpas pelo atrevimento, é que os seus escritos foram tão mal interpretados, o que deu origem a muitos desastres humanos.
Se hoje viajo até ao México para ver a cultura, ou o que resta dela, é porque tenho sensibilidade e um apetite saudável por tal, mas será que os antigos habitantes dessa mesma cultura teriam a “sabedoria” de apreciar uma aparência duplamente necessária? Duplamente, dado ao conteúdo da contemplação (e lembro-me por exemplos das pirâmides) e ao mesmo tempo do funcionalismo? Se calhar o melhor exemplo é mesmo o da civilização grega e romana, cujas analogias o Senhor tão bem as rutilava. Só assim se percebe o porquê da sua destruição. Lamento, mas a minha civilização está prestes a cometer o mesmo erro.
Somos submissos a um governo que não conhece o seu “povo”, que não se conhece a si mesmo, o abismo é a actualidade. Resta a imagem da aparência, da sobrevivência, eis a minha, a nossa metamorfose.
Saudades G.
Amigo, o que lhe proponho no seguimento deste pequeno desabafo tem a ver com a submissão. Infelizmente a nossa civilização está condenada a um preconceito chamado: Conhecimento. Lembro-me de certa altura ter afirmado que: “ vivemos, seguramente, graças ao carácter superficial do nosso intelecto, numa ilusão perpétua: temos então para viver, necessidade da arte a cada instante.” Sim, e é essa mesma arte que ignoramos todos os dias. Por exemplo na minha terra Natal, Santa Comba Dão, as pessoas podem ser explicadas pela seguinte expressão: “Como burros a olhar para um palácio”, e isto porquê, porque lhes falta a sensibilidade da criação. Com isto afirmo piamente que qualquer politico e educador em Portugal é uma circunstancia – superficial, dado que ensina o – outro de uma maneira mecanicista e tecnicista, sem paladar cor ou alento. Vivemos no “mercado” de um conhecimento desesperado. As pessoas tentam devorar sem sentimento uma pérola inigualável, talvez por isso, é que, e peço desculpas pelo atrevimento, é que os seus escritos foram tão mal interpretados, o que deu origem a muitos desastres humanos.
Se hoje viajo até ao México para ver a cultura, ou o que resta dela, é porque tenho sensibilidade e um apetite saudável por tal, mas será que os antigos habitantes dessa mesma cultura teriam a “sabedoria” de apreciar uma aparência duplamente necessária? Duplamente, dado ao conteúdo da contemplação (e lembro-me por exemplos das pirâmides) e ao mesmo tempo do funcionalismo? Se calhar o melhor exemplo é mesmo o da civilização grega e romana, cujas analogias o Senhor tão bem as rutilava. Só assim se percebe o porquê da sua destruição. Lamento, mas a minha civilização está prestes a cometer o mesmo erro.
Somos submissos a um governo que não conhece o seu “povo”, que não se conhece a si mesmo, o abismo é a actualidade. Resta a imagem da aparência, da sobrevivência, eis a minha, a nossa metamorfose.
Saudades G.
quarta-feira, janeiro 24
Caro Mestre Nietzsche (1-10)
Não sei como lhe começar esta carta. Na verdade, ando apreensivo em relação ao meu futuro, falo obviamente do meu futuro profissional, isto porque é na academia que tudo se decide, pelo menos é o que dizem os “sábios”. A minha “filosofia”, aquela que me levou à academia de nada coincide com o que aprendo, uma parte de mim anda atrapalhada com a própria vocação, aquela que Deus me deu mas que teima em não ma apresentar, mas pior que isso, é a lamentável proeza das palavras. As malditas e arrogantes sensações que tenho na consciência não conseguem trespassar o papel fino, e a caneta frágil, essa, teima em não delinear aquilo que eu mesmo conheço. Pior do que o abismo, é sabermos que possuímos algo mas que só lá chegamos intuitivamente, é o fracasso, é o morrer na praia. Se me permite, é caso para dizer que o entendo perfeitamente, quando afirmava: “estou só…só...”, indubitavelmente a humanidade está presa ao massacre da economia selvagem, e visto por esse prisma, eu sou o dono de uma parcela da academia, dado que pago para a frequentar, e que os professores são os meus obedientes, pior é que estou a ser enganado.
Lamento esta minha arrogância, mas é misterioso este mundo.
Estou sem qualquer dependência da filosofia, fui abandonado por mentes indesejadas e perigosas que usam e abusam de uma autoridade nobre. Estou com medo, mas resta-me o suspiro da noite, da solidão.
Seu fiel amigo G.
segunda-feira, janeiro 22
domingo, janeiro 21
Profissão do futuro – Mendigos do Futuro
A profissão do futuro chamar-se-á, Abortistas, ou então, técnicos abortistas, aos que recorrem a estes médicos/técnicos, aliás, chamaremos unicamente Técnicos, dado que, e aí teremos que ir ao pai da medicina, Hipócrates, que e muito bem afirmava: “A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.” Por isso é mesmo recomendável que fique, técnico, e aos que recorrem aos técnicos “do futuro”, vamos chamar de aborígenes, não… não, isso já existe, vamos chamar de abortigenas.
Esperemos é que a economia fique favorável, para que no futuro não vejamos nas ruas, meninas ou casais a pedirem esmola, com os tradicionais cartazes de cartão a dizerem: “Ajude-me, é para Abortar”.
Esperemos é que a economia fique favorável, para que no futuro não vejamos nas ruas, meninas ou casais a pedirem esmola, com os tradicionais cartazes de cartão a dizerem: “Ajude-me, é para Abortar”.
sábado, janeiro 20
Opus XXIII
Beatriz era uma moça pacata, terna para com a família, e gostava muito de ajudar o próximo. Mas o único problema da Beatriz é que era uma esquizofrénica não assumida.
Quando era pequena, Beatriz, matava gatos e enforcava coelhos, na esperança de sentir que naquele momento, naquele preciso momento, havia alguém que estava a sofrer mais do que ela. Beatriz era uma moça engraçada e que cativava todos à sua volta, mas Beatriz, tinha ainda outro problema além de ser uma esquizofrénica não assumida, Beatriz sonhava que os seus problemas podiam ser resolvidos através do conhecimento, ou seja, a Beatriz “sabia” que a resolução dos seus problemas estava precisamente nos livros, era aí que havia a cura para a sua maleita. Ela própria não sabia ainda o que tinha, mas sabia o que a atormentava, mas estava certa que encontraria nos manuais estéreis das bibliotecas alguém parecida a ela, e alguém que tenha ultrapassado o mesmo problema. Foi então que decidiu estudar… estudo nos melhores colégios e nas melhores universidades, acabou, inclusive, com a melhor nota de todo o mundo, mas infelizmente, ela sentia que ainda estava longe da resolução da sua significante vida. Foi na altura de escolher a empresa onde iria trabalhar, que Beatriz conheceu uma rapariga sensacional. Beatriz ao falar com ela, a primeira vez, reparou que o seu entusiasmo pelo conhecimento teórico dos livros estava a ser substituído por uma rapariga, ou seja, Beatriz estava apaixonada, sim apaixonada. Mas por uma rapariga? – Perguntam vocês – Sim, por uma bela e magnifica rapariga. O que mais fascinava Beatriz, era o olhar, e a inteligência descontraída e rebelde que a sua apaixonada transmitia, passaram tempos e tempos a rir e a trocar ideias, parecia que ambas estavam felizes.
Num certo dia, a apaixonada da Beatriz, começou a ficar doente, deprimida, e com falta de cor no seu mundo, ao contrario da Beatriz que parecia que o mundo finalmente lhe tinha dado as resposta todas, a sua apaixonada, entendeu que estava a ser emocionalmente substituída. Foi um choque para ela, coitada. Beatriz tentava encontrar solução para o problema da apaixonada, mas via que dia para dia, ela piorara, a apaixonada estava a morrer envenenada. Beatriz corre para casa da família da sua apaixonada e vê no quintal, um cão preso por uma longa e ferrugenta corrente de ferro, o nome do cão intitulava-se Plebeu. Plebeu era um cão que vivera acorrentado desde que nasceu, era um cão muito especial, porque era muito leal a quem lhe dava comida, e não só, Plebeu respeitava até quando lhe batiam e não lhe davam de comer, Plebeu era um cão muito cativante. Ao aproximar-se, Beatriz, faz uma festinha ao Plebeu e solta o cãozinho, isto porque, Beatriz “sabia” que o Plebeu estava farto de estar acorrentado, e “sabia” que o cão iria ficar muito feliz. O certo, é que o cão foi dar uma voltinha, correu, correu, e até ganiu, mas nunca mais apareceu.
Quando era pequena, Beatriz, matava gatos e enforcava coelhos, na esperança de sentir que naquele momento, naquele preciso momento, havia alguém que estava a sofrer mais do que ela. Beatriz era uma moça engraçada e que cativava todos à sua volta, mas Beatriz, tinha ainda outro problema além de ser uma esquizofrénica não assumida, Beatriz sonhava que os seus problemas podiam ser resolvidos através do conhecimento, ou seja, a Beatriz “sabia” que a resolução dos seus problemas estava precisamente nos livros, era aí que havia a cura para a sua maleita. Ela própria não sabia ainda o que tinha, mas sabia o que a atormentava, mas estava certa que encontraria nos manuais estéreis das bibliotecas alguém parecida a ela, e alguém que tenha ultrapassado o mesmo problema. Foi então que decidiu estudar… estudo nos melhores colégios e nas melhores universidades, acabou, inclusive, com a melhor nota de todo o mundo, mas infelizmente, ela sentia que ainda estava longe da resolução da sua significante vida. Foi na altura de escolher a empresa onde iria trabalhar, que Beatriz conheceu uma rapariga sensacional. Beatriz ao falar com ela, a primeira vez, reparou que o seu entusiasmo pelo conhecimento teórico dos livros estava a ser substituído por uma rapariga, ou seja, Beatriz estava apaixonada, sim apaixonada. Mas por uma rapariga? – Perguntam vocês – Sim, por uma bela e magnifica rapariga. O que mais fascinava Beatriz, era o olhar, e a inteligência descontraída e rebelde que a sua apaixonada transmitia, passaram tempos e tempos a rir e a trocar ideias, parecia que ambas estavam felizes.
Num certo dia, a apaixonada da Beatriz, começou a ficar doente, deprimida, e com falta de cor no seu mundo, ao contrario da Beatriz que parecia que o mundo finalmente lhe tinha dado as resposta todas, a sua apaixonada, entendeu que estava a ser emocionalmente substituída. Foi um choque para ela, coitada. Beatriz tentava encontrar solução para o problema da apaixonada, mas via que dia para dia, ela piorara, a apaixonada estava a morrer envenenada. Beatriz corre para casa da família da sua apaixonada e vê no quintal, um cão preso por uma longa e ferrugenta corrente de ferro, o nome do cão intitulava-se Plebeu. Plebeu era um cão que vivera acorrentado desde que nasceu, era um cão muito especial, porque era muito leal a quem lhe dava comida, e não só, Plebeu respeitava até quando lhe batiam e não lhe davam de comer, Plebeu era um cão muito cativante. Ao aproximar-se, Beatriz, faz uma festinha ao Plebeu e solta o cãozinho, isto porque, Beatriz “sabia” que o Plebeu estava farto de estar acorrentado, e “sabia” que o cão iria ficar muito feliz. O certo, é que o cão foi dar uma voltinha, correu, correu, e até ganiu, mas nunca mais apareceu.
sexta-feira, janeiro 19
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