quinta-feira, novembro 12

Deixem comunicar as pessoas. Moralismos tecnológicos


 

Comunicamos com mais gente, comunicamos com melhor gente. Comunicamos melhor. A tecnologia é um meio para um fim último. Não me venham com moralismos. 

quarta-feira, novembro 11

Stefan Auf Der Maur - Acert, Tondela


A Estética, enquanto disciplina filosófica, nunca me cativou muito. Grandes pensadores dedicaram grande parte da sua vida ao estudo da "obra de arte"... Eu entendo o que os moveu, mas não consigo ter a mesma empatia acerca do assunto. Uma obra de arte, enquanto manifestação individual, vale o que vale... é uma manifestação, nada mais.


segunda-feira, novembro 9

quarta-feira, novembro 4

01-31-30



Três dias na Soalheira chegaram para corroborar a teoria de Platão: somos confrontados, muitas vezes, entre o mundo inteligível e o mundo sensível, qual deles escolher?

A escolha, segundo Platão, é simples, o mundo inteligível, claro! Deixemos o prazer do sensível, isto é, do corpo, e centremo-nos na busca da verdade, das ideias imutáveis, do mundo inteligível, blá blá blá…certo é que Platão não estava muito enganado em relação ao que move o homem. Somos carne corruptível que se deixa influenciar pelos prazeres enganadores dos sentidos, isto é, do sensível. 
Vivemos como nos ensinam, vivemos numa convenção de valores e atitudes.

De vez em quando surgem “Platões” que nos re-lembram que temos de sair da caverna, do mundo do sensível e seguir a luz. Foi precisamente esse exercício que efectuei na Soalheira.

O João Vaz é um guia da natureza, um caminhante, um homem lúcido acerca daquilo que o move. Possui uma quinta na Serra da Gardunha e promove fim de semanas de espiritualidade filosófica.

O exercício filosófico consistia em descobrir ou relembrar um conceito que nos ajudasse a descobrir a nossa afirmação perante o mundo. Esta procura não pode ser feita sozinha, é um caminho insinuoso e o risco de acabarmos perdidos é enorme. Ninguém melhor que o João para servir de Glaucon (ide pesquisar ao google) nesta subida ao mundo das ideias, sim, porque a ideia é subir, apesar do Glaucon estar a descer…(ou estarei eu a descer sem dar conta disso?)

Porém, durante o caminho encontramos José Domingues (UBI), um velho amigo filósofo que nos elucidou o conceito de superação (Die Überwindung) no caminho da procura. Mas que procuramos quando não sabemos o que procurar? Esta visão existencial romântica (muitas vezes confundida com tragédia individual e egocêntrica)  vincula-nos para uma lógica social, onde somos inseridos e influenciados para um fim convencional. Ora, é aqui que muitas vezes reside a frustração individual, porque, em parte, ao vivermos no espaço social teremos que agir como tal, e é neste imperativo colectivo (Habermas), o da expectativa, da validade social, que não existe margem para o individual, ou seja, a regulação social impede a realização individual. Para ultrapassar esta barreira, terá que haver uma superação contraditória do ser. E em que consiste a superação contraditória do ser? Perguntem ao João, certamente responderá melhor que eu.


+inf: chaini1978@hotmail.co.uk

segunda-feira, novembro 2

Música Segundo Anicio Manlio Severino

Para Boécio, no seu De Institutione Musica, existem 3 tipos de música: A música mundana, a música humana e a música instrumental.
Este Beatitudes é qualquer coisa do outro mundo. Mundano não é e, de humano pouco tem.

terça-feira, outubro 20

Tor Vergata - ROMA - Jornada Mundial da Juventude 2000 [boas experiências I]

Aos 17 anos tive a maior experiência da minha vida. 15 anos depois ainda não encontrei algo tão bom como aquele dia em Tor Vergata.
As pessoas, os desafios, a fé. Ainda não consegui encontrar aquela intensidade em nenhuma outra experiência e já tenho 32 anos. Algo de errado se passa no mundo ou em mim.

sábado, agosto 9

Para ler depressa - moralidades do outro lado do mundo

 [Would You Kill the Fat Man?: The Trolley Problem and What Your Answer Tells Us about Right and Wrong] 


https://mega.co.nz/#!LRJwAR6A!N2CztcXNMxQAeK8-EtmQDjenShT8subiS9SF4clAmxc

[Mirror, Mirror - THE USES AND ABUSES OF SELF-LOVE]

sábado, abril 20

Sessão de esclarecimento – PSD - Freguesia de Óvoa


No dia 19 de Abril houve um sessão de “esclarecimento” que juntou no CCRD de Óvoa o atual presidente da CM STA C DÃO e o presidente da Junta de Freguesia de Óvoa para, de certa forma, ouvir as preocupações do eleitorado.
Pelo que percebi existem duas coisas, no qual, devemos estar satisfeitos: a primeira é a desburocratização de serviços que a CM está a implementar no concelho, que irá ligar em rede  juntas e CM para facilitar licenciamentos e autorizações em diversas áreas, isto é, descentralização de serviços que antes eram exclusivos da CM. Brevemente as juntas de freguesias irão possuir mais serviços de área técnica.
A segunda questão põe-se com a união de freguesias: Óvoa e Vimieiro numa só. Quer isto dizer que irá haver poupança nos cofres e que os serviços administrativos e de manutenção se mantêm. Boa!
Desta vez, o presidente e candidato Lourenço não abandonou a reunião e enfrentou a massa popular até perto da meia-noite, hora em que terminou a sessão de esclarecimento.
No entanto, existem aqui pontos que devem ser referidos:
Uma das temáticas desta sessão de esclarecimento prendia-se com as questões e preocupações da Freguesia de Óvoa. É unanime que não existe, do ponto de vista estrutural, problemas de maior na freguesia de Óvoa. Ou seja, o nosso presidente – José Rui – sempre deu o seu melhor. Foi o único que criou pontos de identificação internas e externa, isto é, foi o único que construiu, em cada aldeia, identidades de natureza cultural e social. Não nos podemos esquecer do que era a nossa freguesia e aquilo que é agora. Desde os cantinhos do pescador, da avó, as ruas limpas e bem ordenadas, a atenção que sempre teve com problemas sociais da freguesia etc. Tudo isto só foi possível porque o nosso presidente da JF teve uma política de proximidade que dificilmente será esquecida.
Este é um género de prática política muito incomum, isto porque, contribui para um desgaste emocional e físico deveras exaustivo. Estamos habituados a ter esta proximidade politica em tempo de eleições, o que nunca aconteceu com o nosso presidente de Junta, isto porque, ele está sempre presente.
Tanto que pouco ou nada foi dito quando nos foi questionado o que nos preocupa na freguesia de Óvoa, porque o que nos preocupava foi revelado: O José Rui vai recandidatar-se? Sim! E isso são boas notícias.

sábado, abril 13

As dívidas - E o garoto sou eu?


O PS andou a fazer das suas. Parece que o presidente de Santa Comba Dão, não gostou muito que a oposição chumbasse um empréstimo que o executivo camarário preparava para “reequilíbrio financeiro”.
Até aqui tudo bem.
A CM encontra-se sufocada em dívidas quase eternas (haverá culpados?). É um facto preocupante saber que durante duas décadas não haverá espaço para uma inovação estrutural e mental do concelho.
Os “garotos” têm razão para se chatear, é muito incomodo deixar uma reunião de tanta importância a meio. Mas, é também muito (in)conveniente não explicar, nem de um lado, nem de outro, qual a necessidade para solicitar um novo empréstimo. A CM de Santa Comba Dão ainda não foi clara na forma como pensa pagar as dívidas que possui, quanto mais pagar as que quer solicitar. Isto é, qual o PLANO?
O problema não é exclusivo da CM de SCD – o país está cheio de exemplos semelhantes.
O conceito – reequilíbrio financeiro, é vago porque não indica caminhos sólidos para a solução.
SCD precisa urgentemente de soluções realistas a longo prazo, soluções transversais às económicas.
O sr. Presidente não pode ficar aborrecido por a oposição fazer o seu trabalho. No entanto, a oposição tem a responsabilidade em ser mais clara nas decisões que toma. A clareza e a objectividade são pilares fundamentais das decisões, e aqui alguém está a falhar. 

domingo, março 31

Oquestrada - Eu e o meu país

Eleições autárquicas 2013 – Santa Comba Dão - Identidade

Dos dois candidatos, oficiais, a Santa Comba Dão para as autárquicas 2013 pouco ou nada há a dizer.
Para aqueles que ainda se revêm naquele espirito democrático pós revolução, onde as eleições são sinonimo de mudança e esperança, os candidatos, tanto do ppd/psd ou ps não emocionam muito. Tanto a esquerda como a direita não podem emocionar nem tampouco apaixonar o seu eleitorado que não se revê nas instituições camararias. Vai ser difícil, numa época tão conturbada como a que vivemos; desemprego, salários baixos e auto – estima em decadência, solicitar aos habitantes o voto para um projecto.
Que podem os candidatos fazer para promover uma salutar convivência entre os habitantes e as instituições? Em primeiro lugar: não podem nem devem fazer nada. O grande erro dos nossos políticos (regionais) tem sido esse mesmo – o de promover uma empatia com instituições, quando deveria ser o contrário, isto é, dever-se-ia promover uma empatia com a região. Uma atitude desta natureza devolveria a identidade que a nossa terra perdeu.
Continuamos, ano a pós ano, a ser a terra de Salazar, a terra em que toda a gente passa mas não pára, a terra bonita mas exclusiva de uma minoria, isto porque, a grande maioria, saiu em busca do emprego e das oportunidades que a própria terra deveria construir. Como conseguimos apostar numa marca nossa quando não existe nenhum ponto positivo de referência?
Mas, para aqueles que dependem, exclusivamente, de promessas politicas e, instituições camarárias, estas eleições vão ser uma luta entre a manutenção de um “tacho” ou a eliminação do mesmo.
Estou ansioso para ouvir as propostas que os nossos líderes têm para dizer. O inverno está a acabar.

sexta-feira, março 29

Revolution (tv) Não é sensacional mas ...

Eric Kripke não é propriamente aquele rapaz curioso e bem disposto que gosta de explorar sentimentos e emoções peculiares que só os humanos conseguem dar, já o tinha provado em Supernatural. O criador de Revolution (série de televisão) pegou na ideia antiga de -  Como sobreviveríamos se todos os objetos elétricos e não elétricos deixassem de funcionar?
Primeiro: já vivemos tempos desses e, sobrevivemos!
Segundo: Ok, agradeço o fato de me lembrarem que vivemos dependentes da máquina.
Terceiro: colocar, em ambiente apocalíptico um grupo de sobreviventes bonitos e sexys não ajuda muito, isto porque, tira o típico "realismo" do sci-fi e, não só, quando substituem a narrativa por personagens bonitas o resultado pode ser frustrante. 
Lost, por exemplo, tinha gente bonita e uma narrativa equivalente. Battlestar galactica tinha gente menos bonita mas que possuía força na caracterização e na narrativa.Já Revolution peca por não ter nenhuma dessas variáveis, exeptuando os únicos bonitinhos da série, claro está, os sobreviventes. Em Revolution só sobrevive quem é bonito. 
No futuro não há espaço para os feios e inteligentes. Só para, supostamente, inteligentes e bonitos. Darwin iria gostar dessa conceção.
J.J Abrams gostou da ideia de um futuro sem energia, mas podia explorar isso num único filme e não perdia mais tempo com isso. Agora uma série de televisão explorar essa velha ideia? 
Revolution não é sensacional mas podia responder à inovação que se pretendia numa narrativa desta natureza (condição humana / sobrevivência), podia porque tem talento humano para isso.
Tenho dúvidas da sobrevivência de Revolution na televisão. Tempos maus se avizinham.

quinta-feira, março 21

"CHINA IS ENGINEERING GENIUS BABIES"


Depois de ler ESTA noticia fiquei bastante satisfeito com o futuro da China. Ora, não é que estes cavalheiros estão a criar bebés sobredotados?!

Claro que não irei debruçar-me muito sobre as implicação éticas ou usar analogias ao Admirável Mundo novo de A.H, nem tampouco, a Fringe. 
Fica sempre a questão: que raio está a pensar o governo chinês quando bebés génios começarem a actuar civicamente no seu país? Serão eles capazes de derrubar uma ditadura? 
Já imaginei as vantagens de ter crianças geniais no meu pais, uma delas é a poupança que o estado iria ter na educação. Se calhar compensa criar génios. 

sábado, janeiro 12

October Flight - Black Keys [cover Lonely Boy]



Estes senhores são os maiores.
Da ilha Terceira para o resto do mundo.
Bom fim de semana

quinta-feira, janeiro 3

domingo, dezembro 23

Mais uma patologia contemporânea

Sofremos quando uma série televisiva termina. Sentimos aquela ausência desmesurada que só os colados alcançam. As séries são relações íntimas que mantemos, não com a televisão, mas com o seu interior, tal como uma relação que mantemos com uma pessoa física (onde o seu interior é o mais belo). As relações com pessoas físicas deviam ser como a que mantemos com as séries: umas duram muito e sabem a pouco e, outras duram pouco e marcam-nos para a vida, outras, nem nos cativam um minuto que seja. The Wire foi a minha última relação não física que consumiu noites seguidas . Esta série gravada em Baltimore, que tem como base narrativa o departamento de homicídios da polícia municipal de Baltimore, possui personagens tão fortes e tão genuínas que a torna, segundo o meu juízo estético, uma série que merece a nossa maior atenção, aliás, cada minuto da nossa rápida existência. Não pretendo fazer uma avaliação da série, por mais tentador que seja, aliás, é sempre tentador, seria redutor da minha parte demonstrar tal arrogância por quem eu possuo bastante respeito. The Wire é uma orgia de personalidades e de situações banais das diversas instituições que compõem a organização de uma cidade. Não se deve usar The Wire como termo de comparação para qualquer outra série do género. Esta incompatibilidade deve-se ao estilo narrativo que a torna única e por isso incomparável. O realismo rigoroso que a realização forneceu, permite-nos, não vaguear na maionese, mas sim, centrar-nos onde devemos centrar, no diálogo. Este estilo, bastante dialógico, é o sonho de qualquer relação, seja ela física ou não física. Somos felizes quando sentimos a experiência da partilha de sentimentos por parte dos nossos pares. Somos felizes, com uma pessoa, no momento em que existe intimidade emocional e, física, claro! As séries (relações não físicas) mostram (literalmente), em pouco tempo e, de forma acutilante aquilo que demoramos anos a percepcionar nas relações físicas. Talvez por isso é que seguimos de perto várias ao mesmo tempo. Coisa que não podemos fazer com pessoas (num sentido mais intimo). The Wire foi daquelas relações que quando terminam levam tempo a repor. Isto é, perdi algo de grandioso. Estou triste e não estou disponível para mais nenhuma relação. Eis uma nova forma de sofrimento contemporâneo. Estamos lixados!

terça-feira, dezembro 4

O Francês IV




























Aí está ele cheio de estilo.
O Francês critico.

segunda-feira, dezembro 3

O francês III







A sério! Uma critica? Tudo isto porque O Francês tem uma critica a fazer?
Vamos ouvir o senhor, só porque tem uma crítica a fazer.


domingo, dezembro 2

O Francês II

Que disse o francês para que todos estivessem tão calados durante 2 horas?

sábado, dezembro 1

O francês

Hoje falámos um monte de coisas engraçadissimas na conferencia que um francês foi dar ao departamento de filosofia da Universidade da Beira Interior.
Genial! Completamente genial. O francês falou que se fartou.
A dado momento, vou embora a pensar na facilidade que o francês teve em transmitir tais pensamentos complexos e chego a uma conclusão; não percebo nada de francês

sexta-feira, novembro 30

segunda-feira, novembro 26

Diferença entre filósofo e psicólogo


O filósofo tem mais de 1000 anos de história, o psicólogo também, só que não sabe.
O filósofo lê para saber e para crer. O psicólogo lê para saber.
O filósofo analisa pessoas com ideias. O psicólogo analisa ideias para comentar pessoas.
O filósofo tem a fenomenologia, ontologia, metafisica e a mente. O psicólogo tem a psicologia.
O filósofo pensa por ele próprio. O psicólogo pensa pelo outro.            
O filósofo gosta de psicologia. O psicólogo também.
O filósofo criou a psicologia. O psicólogo rói-se de inveja.

sábado, novembro 24

maldito sejas Bernardo Fachada

Estar À Espera Ou Procurar

B Fachada



Vais ficar pra mim
Vais ficar pra sempre aqui
Vais ficar eu sei
Vai ser tal qual eu sonhei
Quando vier no fim
Eu ainda vou gostar de ti
Se tu morreres então, não vou passar do ramadão
Vais ser mãe certeira
Eu vou poder até que enfim,
Ser pai a vida inteira
Ter horta e capoeira
Se tu passares eu não te vou deixar fugir de mim
Eu não te vou largar
Vou ser fiel sem me cansar.
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Vais ser tu pra mim
Eu vou calar-me só pra ti
Deixar contigo a lei
Esquecer-me tudo aquilo que sei
Se tu passares meu bem
Será que vais notar em mim
Senão eu vou cá estar pronto para te encontrar.
Até consigo imaginar a tua cara, o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?

quarta-feira, novembro 21

Diálogo acerca dos professores de filosofia

-Os professores de filosofia são uns malucos!
--Não são nada
-Tive dois
--Eu tive 20

segunda-feira, novembro 19

Ethos, Pathos e Logos - dois exemplos de Rétorica pura e dura





ethos: carácter do orador
pathos: a palavra
logos: auditório


REMÉDIO SANTO


A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do orgão. Ela respondeu, apontando para a jarra:
"Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei!"

A Fé é que nos salva... não é verdade?

Trainspotting e os tempos modernos (16 anos depois)

Decide-te pela vida.

Decide-te por um emprego.
Decide-te por uma carreira,

por ter família,
por um televisor dos grandes.
Por máquinas de lavar, carros,

CDs e abre-latas eléctricos.
Decide-te por teres saúde, colesterol
baixo e seguro dentário.
Decide-te por uma taxa fixa

de pagamento da hipoteca.
Decide-te por alojamento temporário,
decide-te a ter amigos.
Decide-te por roupas práticas

e malas a condizer.
Decide-te por fatos completos

em vários tecidos diferentes.
Decide quem és, nas manhãs de Domingo.
Decide-te por te estupidificares

vendo concursos idiotas na TV
e por enfardares só porcarias.
Decide-te a acabares a vida
apodrecendo num lar nojento,
uma vergonha para os egoístas

que geraste para te continuarem.
Decide-te por um futuro.

Decide-te pela vida.
Por que iria eu fazer tal coisa?
Decidi não me decidir pela vida,

mas por outra coisa.
 E a razão...

Não há nenhuma razão.
Quem precisa de razões,

havendo heroína?

-intro - Transpotting, Danny Boyle, 1996

sábado, novembro 17

Bibliografia - Teoria dos jogos

[1] C. Bouton, Nim, a Game with a Complete Mathematical Solution. Annals of Mathematics, pp. 35-39, 1902.
[2] E. R. Berlekamp, J. H. Conway e R. K. Guy, Winning Ways for Your
Mathematical Plays, Vol. 2. Academic Press, New York, 1984.
[3] A. A. Cournot, Recherches sur les Principes Math´ematiques de la
Th´eorie des Richesses, 1838. Traduzido por N. T. Bacon em Researches
into the Mathematical Principles of the Theory of Wealth, McMillan,
New York, 1927.
[4] J. Conway, All Games Brigth and Beautiful. The American Mathematical Monthly, pp. 417–434, 1977.
[5] J. Conway, A Gamut of Game and Theories. Mathematics Magazine,
pp. 5–12, 1978.
[6] J. Conway e R. Guy, The Book of Numbers. Springer-Verlag, New York,
1996.
[7] J. Conway, On Numbers and Games, Second Edition. A. K. Peters,
Natick, 2000.
[8] K. Etessami, Algorithmic Game Theory and Aplications. Lecture Notes,
School of Informatics, The University of Edinburgh, Scotland, UK,
2004.
[9] S. Hart, Games in Extensive and Strategic Forms. Capítulo 2 em Handbook of Game Theory, vol. 1, R. J. Aumann e S. Hart (editores), Elsevier Science Publishers, 1992.
[10] C. H. Honig, Aplica¸cões da Topologia à Análise. IMPA, CNPq, Rio de
Janeiro, 1986.62 II Bienal da Sociedade Brasileira de Matem´atica
[11] D. Knuth, Surreal Numbers. Addison Wesley, 1974.
[12] D. G. Luenberger, Linear and Nonlinear Programming, Second Edition. Addision-Wesley Publishing Company, 1989.
[13] J. F. Nash Jr., Equilibrium Points in n-person Games. Proceedings of
the National Academy of Sciences of the United States of America,
pp. 48–49, 1950.
[14] J. F. Nash Jr., Non-Cooperative Games. PhD. Thesis. Princeton University Press, 1950.
[15] J. F. Nash Jr., The Bargaining Problem. Econometrica, pp. 155–162,
1950.
[16] J. F. Nash Jr., Non-Cooperative Games. Annals of Mathematics,
pp. 286–295, 1951.
[17] J. F. Nash Jr., Two-person Cooperative Games. Econometrica, pp. 128–
140, 1953.
[18] J. von Neumann. Zur Theorie der Gesellschaftsspiele. Mathematische
Annalen, vol. 100, pp. 295-320. Traduzido por S. Bargmann: On the
Theory of Games of Stategy em Contributions to the Theory of Games,
vol. 4, pp. 13-42, A. W. Tucker e R. D. Luce (editores), Princeton
University Press, 1959.
[19] J. von Neumann e O. Morgenstern, Theory of Games and Economic
Behavior. Princeton University Press, 1944.
[20] R. Sprague, Uber Mathematische Kampfspiele. Tohoku Mathematical
Journal, pp. 438-441, 1935-1936.
[21] E. Zermelo, Uber eine Anwendung der Mengdenlehre auf die theories
des Schachspiels. Atas do Décimo Quinto Congresso Internacional de
Matemáticos, vol. 2, pp. 501–504, 1913.

The Black Keys - Lonely Boy (First Listen)