terça-feira, novembro 10
segunda-feira, novembro 9
quarta-feira, novembro 4
01-31-30

Três dias na Soalheira chegaram para corroborar a teoria de Platão: somos confrontados, muitas vezes, entre o mundo inteligível e o mundo sensível, qual deles escolher?
A escolha, segundo Platão, é simples, o mundo inteligível, claro! Deixemos o prazer do sensível, isto é, do corpo, e centremo-nos na busca da verdade, das ideias imutáveis, do mundo inteligível, blá blá blá…certo é que Platão não estava muito enganado em relação ao que move o homem. Somos carne corruptível que se deixa influenciar pelos prazeres enganadores dos sentidos, isto é, do sensível.
Vivemos como nos ensinam, vivemos numa convenção de valores e atitudes.
Vivemos como nos ensinam, vivemos numa convenção de valores e atitudes.
De vez em quando surgem “Platões” que nos re-lembram que temos de sair da caverna, do mundo do sensível e seguir a luz. Foi precisamente esse exercício que efectuei na Soalheira.
O João Vaz é um guia da natureza, um caminhante, um homem lúcido acerca daquilo que o move. Possui uma quinta na Serra da Gardunha e promove fim de semanas de espiritualidade filosófica.
O exercício filosófico consistia em descobrir ou relembrar um conceito que nos ajudasse a descobrir a nossa afirmação perante o mundo. Esta procura não pode ser feita sozinha, é um caminho insinuoso e o risco de acabarmos perdidos é enorme. Ninguém melhor que o João para servir de Glaucon (ide pesquisar ao google) nesta subida ao mundo das ideias, sim, porque a ideia é subir, apesar do Glaucon estar a descer…(ou estarei eu a descer sem dar conta disso?)
Porém, durante o caminho encontramos José Domingues (UBI), um velho amigo filósofo que nos elucidou o conceito de superação (Die Überwindung) no caminho da procura. Mas que procuramos quando não sabemos o que procurar? Esta visão existencial romântica (muitas vezes confundida com tragédia individual e egocêntrica) vincula-nos para uma lógica social, onde somos inseridos e influenciados para um fim convencional. Ora, é aqui que muitas vezes reside a frustração individual, porque, em parte, ao vivermos no espaço social teremos que agir como tal, e é neste imperativo colectivo (Habermas), o da expectativa, da validade social, que não existe margem para o individual, ou seja, a regulação social impede a realização individual. Para ultrapassar esta barreira, terá que haver uma superação contraditória do ser. E em que consiste a superação contraditória do ser? Perguntem ao João, certamente responderá melhor que eu.
+inf: chaini1978@hotmail.co.uk
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segunda-feira, novembro 2
Música Segundo Anicio Manlio Severino
Para Boécio, no seu De Institutione Musica, existem 3 tipos de música: A música mundana, a música humana e a música instrumental.
Este Beatitudes é qualquer coisa do outro mundo. Mundano não é e, de humano pouco tem.
Este Beatitudes é qualquer coisa do outro mundo. Mundano não é e, de humano pouco tem.
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quarta-feira, outubro 21
terça-feira, outubro 20
Tor Vergata - ROMA - Jornada Mundial da Juventude 2000 [boas experiências I]
Aos 17 anos tive a maior experiência da minha vida. 15 anos depois ainda não encontrei algo tão bom como aquele dia em Tor Vergata.
As pessoas, os desafios, a fé. Ainda não consegui encontrar aquela intensidade em nenhuma outra experiência e já tenho 32 anos. Algo de errado se passa no mundo ou em mim.
As pessoas, os desafios, a fé. Ainda não consegui encontrar aquela intensidade em nenhuma outra experiência e já tenho 32 anos. Algo de errado se passa no mundo ou em mim.
sábado, agosto 9
Para ler depressa - moralidades do outro lado do mundo
[Would You Kill the Fat Man?: The Trolley Problem and What Your Answer Tells Us about Right and Wrong]
[Mirror, Mirror - THE USES AND ABUSES OF SELF-LOVE]
quarta-feira, novembro 13
sábado, abril 20
Sessão de esclarecimento – PSD - Freguesia de Óvoa
No dia 19 de Abril houve um sessão de “esclarecimento” que
juntou no CCRD de Óvoa o atual presidente da CM STA C DÃO e o presidente da
Junta de Freguesia de Óvoa para, de certa forma, ouvir as preocupações do
eleitorado.
Pelo que percebi existem duas coisas, no qual, devemos estar
satisfeitos: a primeira é a desburocratização de serviços que a CM está a
implementar no concelho, que irá ligar em rede juntas e CM para facilitar licenciamentos e
autorizações em diversas áreas, isto é, descentralização de serviços que antes
eram exclusivos da CM. Brevemente as juntas de freguesias irão possuir mais
serviços de área técnica.A segunda questão põe-se com a união de freguesias: Óvoa e Vimieiro numa só. Quer isto dizer que irá haver poupança nos cofres e que os serviços administrativos e de manutenção se mantêm. Boa!
Desta vez, o presidente e candidato Lourenço não abandonou a reunião e enfrentou a massa popular até perto da meia-noite, hora em que terminou a sessão de esclarecimento.
No entanto, existem aqui pontos que devem ser referidos:
Uma das temáticas desta sessão de esclarecimento prendia-se com as questões e preocupações da Freguesia de Óvoa. É unanime que não existe, do ponto de vista estrutural, problemas de maior na freguesia de Óvoa. Ou seja, o nosso presidente – José Rui – sempre deu o seu melhor. Foi o único que criou pontos de identificação internas e externa, isto é, foi o único que construiu, em cada aldeia, identidades de natureza cultural e social. Não nos podemos esquecer do que era a nossa freguesia e aquilo que é agora. Desde os cantinhos do pescador, da avó, as ruas limpas e bem ordenadas, a atenção que sempre teve com problemas sociais da freguesia etc. Tudo isto só foi possível porque o nosso presidente da JF teve uma política de proximidade que dificilmente será esquecida.
Este é um género de prática política muito incomum, isto porque, contribui para um desgaste emocional e físico deveras exaustivo. Estamos habituados a ter esta proximidade politica em tempo de eleições, o que nunca aconteceu com o nosso presidente de Junta, isto porque, ele está sempre presente.
Tanto que pouco ou nada foi dito quando nos foi questionado o que nos preocupa na freguesia de Óvoa, porque o que nos preocupava foi revelado: O José Rui vai recandidatar-se? Sim! E isso são boas notícias.
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sábado, abril 13
As dívidas - E o garoto sou eu?
O PS andou a fazer das suas. Parece que o presidente de Santa Comba Dão, não gostou muito que a oposição chumbasse um empréstimo que o executivo
camarário preparava para “reequilíbrio financeiro”.
Até aqui tudo bem.
A CM encontra-se sufocada em dívidas quase eternas (haverá culpados?). É um
facto preocupante saber que durante duas décadas não haverá espaço para uma
inovação estrutural e mental do concelho.
Os “garotos” têm razão para se chatear, é muito incomodo
deixar uma reunião de tanta importância a meio. Mas, é também muito
(in)conveniente não explicar, nem de um lado, nem de outro, qual a necessidade
para solicitar um novo empréstimo. A CM de Santa Comba Dão ainda não foi clara
na forma como pensa pagar as dívidas que possui, quanto mais pagar as que quer
solicitar. Isto é, qual o PLANO?
O problema não é exclusivo da CM de SCD – o país está cheio
de exemplos semelhantes.
O conceito – reequilíbrio financeiro, é vago porque não indica
caminhos sólidos para a solução.
SCD precisa urgentemente de soluções realistas a longo
prazo, soluções transversais às económicas.
O sr. Presidente não pode ficar aborrecido por a oposição
fazer o seu trabalho. No entanto, a oposição tem a responsabilidade em ser mais
clara nas decisões que toma. A clareza e a objectividade são pilares
fundamentais das decisões, e aqui alguém está a falhar.
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domingo, março 31
Eleições autárquicas 2013 – Santa Comba Dão - Identidade
Dos dois candidatos, oficiais, a Santa Comba Dão para as
autárquicas 2013 pouco ou nada há a dizer.
Para aqueles que ainda se revêm naquele espirito democrático
pós revolução, onde as eleições são sinonimo de mudança e esperança, os
candidatos, tanto do ppd/psd ou ps não emocionam muito. Tanto a esquerda como a
direita não podem emocionar nem tampouco apaixonar o seu eleitorado que não se
revê nas instituições camararias. Vai ser difícil, numa época tão conturbada como
a que vivemos; desemprego, salários baixos e auto – estima em decadência, solicitar
aos habitantes o voto para um projecto.
Que podem os candidatos fazer para promover uma salutar convivência
entre os habitantes e as instituições? Em primeiro lugar: não podem nem devem
fazer nada. O grande erro dos nossos políticos (regionais) tem sido esse mesmo –
o de promover uma empatia com instituições, quando deveria ser o contrário,
isto é, dever-se-ia promover uma empatia com a região. Uma atitude desta natureza
devolveria a identidade que a nossa terra perdeu.
Continuamos, ano a pós ano, a ser a terra de Salazar, a
terra em que toda a gente passa mas não pára, a terra bonita mas exclusiva de
uma minoria, isto porque, a grande maioria, saiu em busca do emprego e das
oportunidades que a própria terra deveria construir. Como conseguimos apostar
numa marca nossa quando não existe nenhum ponto positivo de referência?
Mas, para aqueles que dependem, exclusivamente, de promessas
politicas e, instituições camarárias, estas eleições vão ser uma luta entre a
manutenção de um “tacho” ou a eliminação do mesmo.
Estou ansioso para ouvir as propostas que os nossos líderes
têm para dizer. O inverno está a acabar.
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sexta-feira, março 29
Revolution (tv) Não é sensacional mas ...
Eric Kripke não é propriamente aquele rapaz curioso e bem disposto que gosta de explorar sentimentos e emoções peculiares que só os humanos conseguem dar, já o tinha provado em Supernatural. O criador de Revolution (série de televisão) pegou na ideia antiga de - Como sobreviveríamos se todos os objetos elétricos e não elétricos deixassem de funcionar?
Primeiro: já vivemos tempos desses e, sobrevivemos!
Segundo: Ok, agradeço o fato de me lembrarem que vivemos dependentes da máquina.
Terceiro: colocar, em ambiente apocalíptico um grupo de sobreviventes bonitos e sexys não ajuda muito, isto porque, tira o típico "realismo" do sci-fi e, não só, quando substituem a narrativa por personagens bonitas o resultado pode ser frustrante.
Lost, por exemplo, tinha gente bonita e uma narrativa equivalente. Battlestar galactica tinha gente menos bonita mas que possuía força na caracterização e na narrativa.Já Revolution peca por não ter nenhuma dessas variáveis, exeptuando os únicos bonitinhos da série, claro está, os sobreviventes. Em Revolution só sobrevive quem é bonito.
No futuro não há espaço para os feios e inteligentes. Só para, supostamente, inteligentes e bonitos. Darwin iria gostar dessa conceção.
J.J Abrams gostou da ideia de um futuro sem energia, mas podia explorar isso num único filme e não perdia mais tempo com isso. Agora uma série de televisão explorar essa velha ideia?
Revolution não é sensacional mas podia responder à inovação que se pretendia numa narrativa desta natureza (condição humana / sobrevivência), podia porque tem talento humano para isso.
Tenho dúvidas da sobrevivência de Revolution na televisão. Tempos maus se avizinham.
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quinta-feira, março 21
"CHINA IS ENGINEERING GENIUS BABIES"

Depois de ler ESTA noticia fiquei bastante satisfeito com o futuro da China. Ora, não é que estes cavalheiros estão a criar bebés sobredotados?!
Claro que não irei debruçar-me muito sobre as implicação éticas ou usar analogias ao Admirável Mundo novo de A.H, nem tampouco, a Fringe.
Fica sempre a questão: que raio está a pensar o governo chinês quando bebés génios começarem a actuar civicamente no seu país? Serão eles capazes de derrubar uma ditadura?
Já imaginei as vantagens de ter crianças geniais no meu pais, uma delas é a poupança que o estado iria ter na educação. Se calhar compensa criar génios.
sábado, janeiro 26
Simples questões da nossa mente
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domingo, janeiro 13
sábado, janeiro 12
October Flight - Black Keys [cover Lonely Boy]
Estes senhores são os maiores.
Da ilha Terceira para o resto do mundo.
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quinta-feira, janeiro 3
quarta-feira, janeiro 2
domingo, dezembro 23
Mais uma patologia contemporânea
Sofremos quando uma série televisiva termina. Sentimos aquela ausência desmesurada que só os colados alcançam. As séries são relações íntimas que mantemos, não com a televisão, mas com o seu interior, tal como uma relação que mantemos com uma pessoa física (onde o seu interior é o mais belo). As relações com pessoas físicas deviam ser como a que mantemos com as séries: umas duram muito e sabem a pouco e, outras duram pouco e marcam-nos para a vida, outras, nem nos cativam um minuto que seja.
The Wire foi a minha última relação não física que consumiu noites seguidas . Esta série gravada em Baltimore, que tem como base narrativa o departamento de homicídios da polícia municipal de Baltimore, possui personagens tão fortes e tão genuínas que a torna, segundo o meu juízo estético, uma série que merece a nossa maior atenção, aliás, cada minuto da nossa rápida existência.
Não pretendo fazer uma avaliação da série, por mais tentador que seja, aliás, é sempre tentador, seria redutor da minha parte demonstrar tal arrogância por quem eu possuo bastante respeito.
The Wire é uma orgia de personalidades e de situações banais das diversas instituições que compõem a organização de uma cidade.
Não se deve usar The Wire como termo de comparação para qualquer outra série do género. Esta incompatibilidade deve-se ao estilo narrativo que a torna única e por isso incomparável. O realismo rigoroso que a realização forneceu, permite-nos, não vaguear na maionese, mas sim, centrar-nos onde devemos centrar, no diálogo.
Este estilo, bastante dialógico, é o sonho de qualquer relação, seja ela física ou não física. Somos felizes quando sentimos a experiência da partilha de sentimentos por parte dos nossos pares. Somos felizes, com uma pessoa, no momento em que existe intimidade emocional e, física, claro!
As séries (relações não físicas) mostram (literalmente), em pouco tempo e, de forma acutilante aquilo que demoramos anos a percepcionar nas relações físicas. Talvez por isso é que seguimos de perto várias ao mesmo tempo. Coisa que não podemos fazer com pessoas (num sentido mais intimo).
The Wire foi daquelas relações que quando terminam levam tempo a repor. Isto é, perdi algo de grandioso. Estou triste e não estou disponível para mais nenhuma relação.
Eis uma nova forma de sofrimento contemporâneo. Estamos lixados!
sábado, dezembro 22
domingo, dezembro 16
terça-feira, dezembro 4
segunda-feira, dezembro 3
O francês III
A sério! Uma critica? Tudo isto porque O Francês tem uma critica a fazer?
Vamos ouvir o senhor, só porque tem uma crítica a fazer.
domingo, dezembro 2
O Francês II
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sábado, dezembro 1
O francês
Hoje falámos um monte de coisas engraçadissimas na conferencia que um francês foi dar ao departamento de filosofia da Universidade da Beira Interior.
Genial! Completamente genial. O francês falou que se fartou.
A dado momento, vou embora a pensar na facilidade que o francês teve em transmitir tais pensamentos complexos e chego a uma conclusão; não percebo nada de francês
Genial! Completamente genial. O francês falou que se fartou.
A dado momento, vou embora a pensar na facilidade que o francês teve em transmitir tais pensamentos complexos e chego a uma conclusão; não percebo nada de francês
sexta-feira, novembro 30
segunda-feira, novembro 26
Diferença entre filósofo e psicólogo
O filósofo tem mais de 1000 anos de história, o psicólogo também,
só que não sabe.
O filósofo lê para saber e para crer. O psicólogo lê para saber.
O filósofo analisa pessoas com ideias. O psicólogo analisa
ideias para comentar pessoas.
O filósofo tem a fenomenologia, ontologia, metafisica e a
mente. O psicólogo tem a psicologia.
O filósofo pensa por ele próprio.
O psicólogo pensa pelo outro.
O filósofo gosta de psicologia. O
psicólogo também.
O filósofo criou a psicologia. O psicólogo
rói-se de inveja.
sábado, novembro 24
maldito sejas Bernardo Fachada
Estar À Espera Ou Procurar
B Fachada
Vais ficar pra mim
Vais ficar pra sempre aqui
Vais ficar eu sei
Vai ser tal qual eu sonhei
Quando vier no fim
Eu ainda vou gostar de ti
Se tu morreres então, não vou passar do ramadão
Vais ser mãe certeira
Eu vou poder até que enfim,
Ser pai a vida inteira
Ter horta e capoeira
Se tu passares eu não te vou deixar fugir de mim
Eu não te vou largar
Vou ser fiel sem me cansar.
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Vais ser tu pra mim
Eu vou calar-me só pra ti
Deixar contigo a lei
Esquecer-me tudo aquilo que sei
Se tu passares meu bem
Será que vais notar em mim
Senão eu vou cá estar pronto para te encontrar.
Eu vou calar-me só pra ti
Deixar contigo a lei
Esquecer-me tudo aquilo que sei
Se tu passares meu bem
Será que vais notar em mim
Senão eu vou cá estar pronto para te encontrar.
Até consigo imaginar a tua cara, o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
Até consigo imaginar a tua cara o meu abraço
E agora o que é que eu faço, estar à espera ou procurar?
quarta-feira, novembro 21
Diálogo acerca dos professores de filosofia
-Os professores de filosofia são uns malucos!
--Não são nada
-Tive dois
--Eu tive 20
--Não são nada
-Tive dois
--Eu tive 20
terça-feira, novembro 20
The Walkmen - The Rat - Lowlands 2012 - BOA NOITE MUNDO
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segunda-feira, novembro 19
Ethos, Pathos e Logos - dois exemplos de Rétorica pura e dura
ethos: carácter do orador
pathos: a palavra
logos: auditório
REMÉDIO SANTO
A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura.
Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu tirar a sua curiosidade perguntando o porquê de tal decoração em cima do orgão. Ela respondeu, apontando para a jarra:
"Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei!"
A Fé é que nos salva... não é verdade?
Trainspotting e os tempos modernos (16 anos depois)
Decide-te pela vida.
Decide-te por um emprego.
Decide-te por uma carreira,
por ter família,
CDs e abre-latas eléctricos.
Decide-te por teres saúde, colesterol
baixo e seguro dentário.
Decide-te por uma taxa fixa
de pagamento da hipoteca.
Decide-te por alojamento temporário,
decide-te a ter amigos.
Decide-te por roupas práticas
e malas a condizer.
Decide-te por fatos completos
em vários tecidos diferentes.
Decide quem és, nas manhãs de Domingo.
Decide-te por te estupidificares
vendo concursos idiotas na TV
e por enfardares só porcarias.
Decide-te a acabares a vida
apodrecendo num lar nojento,
uma vergonha para os egoístas
que geraste para te continuarem.
Decide-te por um futuro.
Decide-te pela vida.
mas por outra coisa.
E a razão...
Não há nenhuma razão.
Quem precisa de razões,
havendo heroína?
Decide-te por um emprego.
Decide-te por uma carreira,
por ter família,
por um televisor dos grandes.
Por máquinas de lavar, carros,CDs e abre-latas eléctricos.
Decide-te por teres saúde, colesterol
baixo e seguro dentário.
Decide-te por uma taxa fixa
de pagamento da hipoteca.
Decide-te por alojamento temporário,
decide-te a ter amigos.
Decide-te por roupas práticas
e malas a condizer.
Decide-te por fatos completos
em vários tecidos diferentes.
Decide quem és, nas manhãs de Domingo.
Decide-te por te estupidificares
vendo concursos idiotas na TV
e por enfardares só porcarias.
Decide-te a acabares a vida
apodrecendo num lar nojento,
uma vergonha para os egoístas
que geraste para te continuarem.
Decide-te por um futuro.
Decide-te pela vida.
Por que iria eu fazer tal coisa?
Decidi não me decidir pela vida,mas por outra coisa.
E a razão...
Não há nenhuma razão.
Quem precisa de razões,
havendo heroína?
-intro - Transpotting, Danny Boyle, 1996
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trainspotting
domingo, novembro 18
sábado, novembro 17
Bibliografia - Teoria dos jogos
[1] C. Bouton, Nim, a Game with a Complete Mathematical Solution. Annals of Mathematics, pp. 35-39, 1902.
[2] E. R. Berlekamp, J. H. Conway e R. K. Guy, Winning Ways for Your
Mathematical Plays, Vol. 2. Academic Press, New York, 1984.
[3] A. A. Cournot, Recherches sur les Principes Math´ematiques de la
Th´eorie des Richesses, 1838. Traduzido por N. T. Bacon em Researches
into the Mathematical Principles of the Theory of Wealth, McMillan,
New York, 1927.
[4] J. Conway, All Games Brigth and Beautiful. The American Mathematical Monthly, pp. 417–434, 1977.
[5] J. Conway, A Gamut of Game and Theories. Mathematics Magazine,
pp. 5–12, 1978.
[6] J. Conway e R. Guy, The Book of Numbers. Springer-Verlag, New York,
1996.
[7] J. Conway, On Numbers and Games, Second Edition. A. K. Peters,
Natick, 2000.
[8] K. Etessami, Algorithmic Game Theory and Aplications. Lecture Notes,
School of Informatics, The University of Edinburgh, Scotland, UK,
2004.
[9] S. Hart, Games in Extensive and Strategic Forms. Capítulo 2 em Handbook of Game Theory, vol. 1, R. J. Aumann e S. Hart (editores), Elsevier Science Publishers, 1992.
[10] C. H. Honig, Aplica¸cões da Topologia à Análise. IMPA, CNPq, Rio de
Janeiro, 1986.62 II Bienal da Sociedade Brasileira de Matem´atica
[11] D. Knuth, Surreal Numbers. Addison Wesley, 1974.
[12] D. G. Luenberger, Linear and Nonlinear Programming, Second Edition. Addision-Wesley Publishing Company, 1989.
[13] J. F. Nash Jr., Equilibrium Points in n-person Games. Proceedings of
the National Academy of Sciences of the United States of America,
pp. 48–49, 1950.
[14] J. F. Nash Jr., Non-Cooperative Games. PhD. Thesis. Princeton University Press, 1950.
[15] J. F. Nash Jr., The Bargaining Problem. Econometrica, pp. 155–162,
1950.
[16] J. F. Nash Jr., Non-Cooperative Games. Annals of Mathematics,
pp. 286–295, 1951.
[17] J. F. Nash Jr., Two-person Cooperative Games. Econometrica, pp. 128–
140, 1953.
[18] J. von Neumann. Zur Theorie der Gesellschaftsspiele. Mathematische
Annalen, vol. 100, pp. 295-320. Traduzido por S. Bargmann: On the
Theory of Games of Stategy em Contributions to the Theory of Games,
vol. 4, pp. 13-42, A. W. Tucker e R. D. Luce (editores), Princeton
University Press, 1959.
[19] J. von Neumann e O. Morgenstern, Theory of Games and Economic
Behavior. Princeton University Press, 1944.
[20] R. Sprague, Uber Mathematische Kampfspiele. Tohoku Mathematical
Journal, pp. 438-441, 1935-1936.
[21] E. Zermelo, Uber eine Anwendung der Mengdenlehre auf die theories
des Schachspiels. Atas do Décimo Quinto Congresso Internacional de
Matemáticos, vol. 2, pp. 501–504, 1913.
[2] E. R. Berlekamp, J. H. Conway e R. K. Guy, Winning Ways for Your
Mathematical Plays, Vol. 2. Academic Press, New York, 1984.
[3] A. A. Cournot, Recherches sur les Principes Math´ematiques de la
Th´eorie des Richesses, 1838. Traduzido por N. T. Bacon em Researches
into the Mathematical Principles of the Theory of Wealth, McMillan,
New York, 1927.
[4] J. Conway, All Games Brigth and Beautiful. The American Mathematical Monthly, pp. 417–434, 1977.
[5] J. Conway, A Gamut of Game and Theories. Mathematics Magazine,
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[6] J. Conway e R. Guy, The Book of Numbers. Springer-Verlag, New York,
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[7] J. Conway, On Numbers and Games, Second Edition. A. K. Peters,
Natick, 2000.
[8] K. Etessami, Algorithmic Game Theory and Aplications. Lecture Notes,
School of Informatics, The University of Edinburgh, Scotland, UK,
2004.
[9] S. Hart, Games in Extensive and Strategic Forms. Capítulo 2 em Handbook of Game Theory, vol. 1, R. J. Aumann e S. Hart (editores), Elsevier Science Publishers, 1992.
[10] C. H. Honig, Aplica¸cões da Topologia à Análise. IMPA, CNPq, Rio de
Janeiro, 1986.62 II Bienal da Sociedade Brasileira de Matem´atica
[11] D. Knuth, Surreal Numbers. Addison Wesley, 1974.
[12] D. G. Luenberger, Linear and Nonlinear Programming, Second Edition. Addision-Wesley Publishing Company, 1989.
[13] J. F. Nash Jr., Equilibrium Points in n-person Games. Proceedings of
the National Academy of Sciences of the United States of America,
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[15] J. F. Nash Jr., The Bargaining Problem. Econometrica, pp. 155–162,
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[16] J. F. Nash Jr., Non-Cooperative Games. Annals of Mathematics,
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[18] J. von Neumann. Zur Theorie der Gesellschaftsspiele. Mathematische
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Theory of Games of Stategy em Contributions to the Theory of Games,
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des Schachspiels. Atas do Décimo Quinto Congresso Internacional de
Matemáticos, vol. 2, pp. 501–504, 1913.
sexta-feira, novembro 16
Inovar a reforma. Um apelo a todos nós - Alain Botton em PORTUGAL
Alain de Botton esteve presente no dia 14 de Novembro, em Lisboa, numa conferência organizada pela companhia de seguros - Fidelidade Mundial. O tema que explorou - Inovar a reforma. Um apelo a todos nós - pretendeu sensibilizar, os presentes, para os efeitos ou consequências da nossa contemporaneidade.
Isto é, somos educados a viver segundo uma expectativa assente em princípios que não existiam em gerações anteriores.
Existe a ideia que somos aquilo que fazemos e isso transporta-nos para ideais únicos de auto representação, ou seja, os modelos morais alteraram-se e as nossas prioridades limitaram-se. Somos mais felizes? Somos pessoas realizadas?
Aqui fica o belo contributo, de Maria das Dores acerca desta bela conferência:
Nos últimos 20 anos houve um declínio de “quem olha por nós”
(o Estado a Igreja, etc), daí ser cada vez maior a necessidade de fazermos
ajustes psicológicos que nos preparem para a reforma.
No entanto, a
sociedade não nos ensina a transferir o conhecimento de geração em geração,
implicando que cada geração tem de reaprender tudo de novo, (sendo um
desperdício de tempo) nomeadamente sobre o que significa “ser velho” e o
significado da reforma (“wisdom” é o principal que temos de salvar para a nossa
reforma).
O problema está em
que na sociedade atual (ao contrário do que sucedia até aqui) os 2 principais
valores são o Trabalho e o Amor, sendo que todos queremos ser bem sucedidos
nestas duas áreas. Contudo, é cada vez mais difícil sermos bem-sucedidos nestes
2 campos.
Em relação ao Trabalho isso acontece porque ele
distancia-nos cada vez mais da relação com os outros e da sensação de que
estamos a servir os outros, isto é, a contribuir para o seu bem estar ou alivio
da dor, que são os 2 principais motivos que levam a que as pessoas se sintam
recompensadas pelo que fazem em vez do dinheiro (como a maior parte das pessoas
pensa “quem trabalha apenas para ganhar dinheiro é escravo”). De fato trabalhar
nas grandes empresas implica que as pessoas são cada vez mais especialistas de
coisas muito específicas limitando a sua visão do todo. Somos todos “experts”
numa coisa muito específica e perdemos o contato uns com os outros e a tal
sensação de servir o outro, que é o que nos dá satisfação!
Para além disso, as pessoas querem ter um trabalho
interessante que lhes permita serem criativas, que seja tão interessante, que
elas nem queiram nunca ir de férias, com “meaning”, sendo que a maior parte das
pessoas não quer parar de trabalhar mesmo que tenha dinheiro que o permita
fazer.
Enfim, parece que estamos destinados, ou a ter uma profissão
que dê dinheiro, mas que não tenha significado ou a ter uma profissão com
significado mas com a qual não conseguimos subsistir, como é o caso da
filosofia, pois esta ainda não está bem aplicada à prática diária.
Em relação ao Amor, as pessoas querem “casar” com quem amam
(algo impensável até aqui, em que os casamentos eram arranjados pela família,
com base em classes sociais, etc, só a partir do sec. XVIII surgiram estas duas “ideias malucas”).
Epicuro diz que a felicidade vem de 3 coisas:
Amizade / comunidade (a tal necessidade de nos conectarmos)
Liberdade da autoridade (não ter “patrão”)
Pensamento (reflectir constantemente sobre a nossa vida).
No entanto, apesar de
ser uma missão difícil, a sociedade continua a dizer-nos que é possível sermos bem-sucedidos
nestas duas áreas e isso coloca-nos uma pressão acrescida, pois temos
consciência de que é algo que existe, mesmo se não estamos a conseguir lá
chegar.
O fato de hoje em dia acreditarmos sermos os autores da
nossa biografia deixa-nos em mão com uma grande pressão. Ex.: se estou desempregado,
é porque sou um inutil, é porque o mereço. Isto potencia depressões e
suicídios.
A comparação que fazemos a todo o momento uns com os outros
(os pares) traz-nos infelicidade. Se formos crentes em Deus ou “amantes da
Natureza” conseguimos perceber melhor a nossa pequenez e a nossa humildade
aumenta, fazendo-nos perceber que não podemos nunca substituir Deus/Natureza,
que não controlamos nada. Uma sociedade só com heróis humanos traz problemas
psicológicos, porque temos excessivamente uma noção de controlo que depois se
perde na reforma e aí não temos substitutos para lidar com isso.
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terça-feira, maio 8
6ª Extensão INDIELISBOA - Festival Internacional de Cinema Independente
A Associação Cultural Burra de Milho apresenta - 6ª Extensão INDIELISBOA - Festival Internacional de Cinema Independente
de 12 a 19 de Maio no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
entrada: 2 euros // desconto 50% para sócios da bDM
segunda-feira, maio 7
Cinema e Educação
O documentário “pro dia nascer feliz” (João Jardim, 2006) é
aquele filme que mostra o lado mais importante, o do aluno. Se em “entre os
muros” (Laurent Cantet, 2008) analisamos de forma quase egocêntrica o frete em
ensinar alunos existencialmente perdidos. No documentário “pro dia nascer feliz”
somos convidados, ou melhor, somos empurrados para a dura realidade de pessoas que
querem algo da vida, que procuram um objectivo, mas a escola teima em
negar-lhes.
O professor é tão culpado como o governante. O professor
sente-se confortável, até ao dia em que lhe mexem nos abonos. O professor, essa
casta, que sofre com os desacatos do sintoma existencial dos alunos, não
percebeu ainda que duro é ser aluno da modernidade. Um aluno sem objectivos,
sem horizonte, sem crença nele mesmo. Pior, é o facto, da própria escola fugir
a essa responsabilidade.
A educação é a oportunidade de quebrar fronteiras políticas
numa estrutura em que o contexto de reflexão do –eu, é cheio de ausências e significação. Que
significa tudo isto? Significa aquilo que se vê no actual sistema educativo;
desinteresse dos alunos na educação, descrença social na envolvência do plano
educativo, enfim…
O medo. Aquele sintoma que não tem explicação lógica é incontornável
aos nossos sentimentos. Ele existe por força maior. Ele é “a pressa de saber”
quem somos, quem vamos ser num futuro próximo. A escola é esse espaço de
definição singular e único no nosso desenvolvimento cognitivo ou emocional,
sim, cognitivo ou emocional. Nenhum deles está dissociado, não deveria estar.
Eis um filme para mostrar aos professores, educadores, pais
e governantes. Neste caso concreto, deixem os alunos de fora, vós sabeis do que falo.
*o filme teve estreia nacional no dia 28 de Maio de 2009 em Angra do Heroísmo [ciclo de cinema - olhar a diversidade na escola]
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domingo, março 18
UBI debate a Criatividade, Storytelling e Personal Branding
Este ciclo de conferências e workshops pretende trazer à Covilhã ideias diferentes e vozes marcantes. Com a participação de oradores que se destacam na sociedade portuguesa e internacional, o objetivo é mostrar que as questões mais simples, a curiosidade e uma dose de perseverança podem levar uma pessoa a mudar o mundo. Num registo mais informal, haverá espaço para debate, tal como a oportunidade de ver por detrás das “cortinas” de alguns projetos internacionais.
As palestras encontram-se divididas em três painéis: Create something (Dangerous), no dia 21, onde se vai debater a importância do Storytelling, com Sandra Carvalho do Projeto Memória. Ainda no mesmo dia, um workshop sobre Apresentações Powerpoint - com João Pina, escritor de “Apresentações Que Falam Por Si” e uma conversa com os organizadores do WoolFest – com o intuito de divulgar algumas das atividades desenvolvidas na região.No dia 22, a discussão abre com o painel A Arte de Fazer Acontecer, onde vão ser apresentadas formas diferentes para encontrar soluções, com André Novais de Paula, Director de Estratégias Criativas da DirectMedia e Frederico Roberto – Chefe Criativo da Torke. Para finalizar, o painel Cultivate (your better self), com Sandra Fisher, fundadora da empresa Português Claro e Miguel Velhinho, da IdeaHunting, que irá mostrar a importância do Crowdsourcing.
+inf: AQUI
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sábado, janeiro 28
Há lugar para todos na Filosofia
Todo o ensino da filosofia, principalmente o ensino universitário, apresenta-se como um código acessível a algumas mentes. Ora, segundo o Oxford English dictionary, código; “é um sistema de palavras, letras, figuras ou símbolos usados para representar outros, em especial para fins secretos”.
A filosofia distingue-se de outras disciplinas pelo simples facto de ser um código aberto, isto é, o pensamento criado pelos filósofos não coloca restrições, nem executa licenças de utilização aos seus “utilizadores”, daí todos os dias encontramos pessoas (filósofos) a descodificar (ou a codificar) o pensamento de Santo Agostinho e de outros autores ainda mais antigos. Ou seja, o conhecimento “parece-nos” actual.
O pensamento filosófico deve ser utilizado enquanto estrutura de comunicação e de interpretação. Todos os dias interpretamos sob condição. Esta condição é específica de um produto humano e social. Todos os dias somos pessoas diferentes. Hume, por exemplo afirmava que “um homem sem experiência, nunca faria conjecturas ou raciocínios acerca de qualquer questão de facto; não estaria seguro de nada, excepto do que está imediatamente presente à sua memória e aos seus sentidos” (Investigação sobre o Entendimento Humano). Só assim é que nos podemos enquadrar no tal código aberto, que deve ser o princípio que rege a filosofia e por conseguinte o seu ensino. Formalmente só se ensina filosofia nas escolas e todo este conhecimento é avaliado. No entanto, o que estamos a avaliar é informação e não conhecimento. Porque o aluno não consegue assimilar e relacionar o que absorve com a experiência pessoal. Daí alguma suspeita que vários alunos têm para com a filosofia.
Mas, todos temos lugar na filosofia. Esta deve ser a grande missão. Contudo, torna-se complicado chegar a todos os campos da filosofia quando existe na estrutura da própria um cepticismo burguês.
A ideia de uma autoridade filosófica só compromete o próprio ensino da mesma, visto que o produto humano e social que a tenta alcançar não suporta a mesma perspectiva a quando da criação do conceito.
É assim, necessário que o conhecimento da realidade exterior seja aplicado ao aluno filosófico.
Há lugar para todos na filosofia. Da filosofia para crianças ao aconselhamento filosófico, todos aqueles que nutrem categorias podem contribuir para o código que é a filosofia. Mais; o órfão sensível dará um belo intérprete de Camus e, o romântico - apaixonado pode ensinar melhor que ninguém a filosofia Agostiniana na época do maniqueísmo.
Na didáctica da filosofia ou filosófica, dá-se importância a “um” pensador, quando a realidade do mesmo é diferente da realidade portuguesa. Não é possível ensinar a ensinar filosofia. Este paradoxo é impreterivelmente uma perda de tempo. Talvez porque a democracia ao nascer do exercício filosófico, tornou-se ela numa “coisa” muito pouco democrática.
Já Dewey tinha percebido isto há muitos anos atrás. Dewey manifestava um desagrado mal-estar pelo ensino tradicional. É curioso referir a relação que Dewey fez do conceito de escravo em Platão: “como sendo a pessoa que, nas suas acções, não expressa as próprias ideias, mas sim as doutrem”.
Se tivermos em conta um ensino da filosofia em código aberto, conseguimos todos contribuir para todas as áreas em que a filosofia é abrangida. Assim, as avaliações académicas acabavam, isto é, a ideia de quantificar de 0 a 20 o conhecimento (quando na realidade estamos a avaliar informação) de um aluno era logo posta de parte. Porque todos nós somos bons nalguma área da filosofia.
segunda-feira, dezembro 12
Conferência "Os Estados e a Cidadania numa Europa em desagregação"
Numa iniciativa dos Cursos de Estudos Europeus e Política Internacional, de Filosofia e Cultura Portuguesa e do Europe Direct Açores, o Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e responsável pelo Europe Direct dos Açores tem a honra de convidar V. Ex. para a Palestra “Os Estados e a Cidadania numa Europa em Desagregação", proferida pelo Prof. Doutor António Teixeira Fernandes, professor catedrático jubilado da Universidade do Porto, que se realizará no dia 13 de Dezembro de 2011, pelas 18h00, no Auditório do Complexo Pedagógico do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
+inf: martabarcelos@hotmail.com
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quinta-feira, novembro 17
terça-feira, outubro 4
Regionalismo - Politica Nacional [por Vitor Santos, 1944]
Regionalismo Politica Nacional
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Pequeno texto publicado no ano do senhor de 1944. Ainda no decorrer da Segunda Grande Guerra, onde milhares de pessoas morriam e, outras tantas lutavam por não morrer. Um País, a quem o medo não assistia, discutia o Regionalismo, ou melhor, promovia o espírito da discussão. A obra que apresento tem o cunho da Casa do Alentejo e foi realizada por iniciativa do Grupo de Amigos da Escola Primária Alentejana.
sábado, outubro 1
Ficha de inscrição [workshop bioética ambiental e animal] Angra do Heroísmo Desafios actuais, perspectivas futuras
No próximo mês de Outubro terão lugar, em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, dois workshops dedicados à BioÉtica Ambiental e à BioÉtica Animal, organizados pela Universidade dos Açores.
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segunda-feira, agosto 1
BioÉtica Ambiental e Animal: desafios actuais, perspectivas futuras
Nos próximos dias 14 e 22 de Outubro (em Ponta Delgada), 15 e 21 de Outubro (em Angra do Heroísmo), irão decorrer dois workshops dedicados ao tema “BioÉtica Ambiental e Animal: desafios actuais, perspectivas futuras”, com o seguinte Programa:
WORKSHOP 1: BioÉtica Ambiental (14 de Outubro, em Ponta Delgada / 15 de Outubro, em Angra do Heroísmo)
Conferência Inaugural Exigências ambientais de uma cidadania activa
Professor Eugene C. Hargrove, Center for Environmental Philosophy, University of North Texas
(com tradução simultânea)
10h30-13h00: Ambiente: Uma Questão de Ética?
Mestre Maria José Varandas
Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
00-17h30: Da Ética Ambiental às políticas de conservação ambiental
Prof. Doutor Humberto Rosa
Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa
WORKSHOP 2: BioÉtica Animal (21 de Outubro em Angra do Heroísmo / 22 de Outubro em Ponta Delgada)
0-10h00: Conferência Inaugural Bem-estar animal: uma exigência de cidadania
Professor Nathan Kowalsky, St. Joseph’s College, University of Alberta, Canada
(com tradução simultânea)
10h30-13h00: A Ética e os Animais
Dinamizadora: Professora Doutora M. Patrão Neves
Universidade dos Açores
14h00-17h30: O uso de animais: experimentação e produção intensiva
Dinamizadores: Doutora Anna Olsson e Mestre Manuel Sant’Ana
Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto
Para mais informações e esclarecimentos, poderão contactar a organização do evento através de:
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quarta-feira, julho 20
Criação da Associação Centro de Estudos e Interpretação do Estado Novo aprovada
A Assembleia Municipal de Santa Comba Dão, aprovou por unanimidade autorizar a Câmara Municipal a criar a Associação Centro de Estudos e Interpretação do Estado Novo, cujos Estatutos, também aprovados por unanimidade, se apresentam em anexo.
Todos quantos se queiram associar e participar nesta Associação cujo principal objectivo está expresso na carta convite que também se apresenta em anexo, poderão fazê-lo enviando para a Câmara Municipal as fichas de adesão que fazem parte dos documentos agora publicados.
mais informações: AQUI
Todos quantos se queiram associar e participar nesta Associação cujo principal objectivo está expresso na carta convite que também se apresenta em anexo, poderão fazê-lo enviando para a Câmara Municipal as fichas de adesão que fazem parte dos documentos agora publicados.
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