
sábado, agosto 12
sexta-feira, agosto 11
Evolução, actualização ou um simples desleixo pelo mundo.
Existem alturas na vida em que nos temos de privar da rotina informativa ou até mesmo de uma rotina essencial à nossa condição de trabalhadores ou de simples viventes numa sociedade unida sob a forma de informação ou de comunicação, por exemplo, ficar privado do telemóvel, das noticias que ocupam o mundo, dos tradicionais amigos, da Internet, enfim, a rotina que é rotina, o comodismo, ou até mesmo do sol habitual do nosso espaço habitual do estupidamente habitual que é o que nós achamos ser o melhor sem que sintamos que o habitual pode ter um signo não tão habitual como pensamos ser uma habitual rotina, um habitual tomar banho na praia que se tornou habitual, ou dos mesmos domingos passados na habitual igreja da terra… é tudo muito habitual, até este blog já se torna habitual.
Dizer que tudo está mal é muito habitual em nós, os portugueses que são uma raça deveras incomodativa, para mim obviamente, começo a não tolerar esta pequena comunidade de desordeiros e tumultuosos que são alguns portugueses.
Entendo por exemplo o regime do Estado - Novo, onde a tal “censura”, “opressão” ditavam as regras, é claro que as estatísticas (INE) referem um país diferente do que a actualidade, mas acho que se fossemos um poucos mais exigentes para com as tais minorias, era mais justo para com os justos. Numa frase que li num livro de ética, referia um caso importante para o entendimento do que se passa no nosso país: ”Só vale a pena ser justo, quando ser justo compensa mais que ser injusto” aqui está o problema do nosso país.
Não me interessa nada saber dos destinos de Portugal, nadinha mesmo, porque vou ser um corrupto, é natural e habitual, não me interessa muito fazer parte de uma comunidade europeia, porque se eu não entendo a minha comunidade ou se não sei lidar com ela, também não me vou entender com a Europa “Unida” (Estados Unidos da Europa).
Estive fora durante 2 semanas, fui trabalhar (apanhar lixo) na eco team, dentro do BOOM festival 06, foi simplesmente delirante, fantástico e inspirador. O BOOM é made in Portugal, organizado por portugueses e tem o sucesso que tem não devido aos portugueses (“festivaleiros”) mas aos estrangeiros, nómadas, ou como a organização gosta de chamar -Piratas do futuro, porque esses respeitam o próximo e principalmente a natureza. Aproveitei o festival para conhecer novas experiências, povos, tudo, mas também para ler um livro muito interessante que é -os segredos do livro da natureza, de Omraam, uma das frases que me alegrou a visão foi :” A natureza diverte os homens vulgares, ensina os discípulos, e só diante dos sábios é que ela desvenda os seus segredos”.
Não li um jornal, não vi uma televisão, não ouvi um rádio, desliguei-me totalmente do meu habitual mundo, e gostei, porque aprendi tanto, que o meu ser está mais rico, é claro que mal cheguei a casa tive que enfrentar a habitual rotina, que foi comprar o jornal para saber o que perdi, e descobri que não perdi nada, absolutamente nada. Israel continua em luta (em nome da natureza, terra que pelos vistos é rica) uma morte ali, outra morte acolá, um livro editado, um disco lançado, um novo presidente, mais um atentado, enfim, uma semana normal, para um povo também normal. Em relação à natureza conheci um “movimento” interessante que consegue aliar a pornografia a acções ecológicas, como por exemplo, salvar a desertificação da Amazónia, um norueguês criou a FUCK FOR FOREST, um site onde os utilizadores pagam para ver pornografia e assim o dinheiro é desviado para a causa brasileira, descobri também que o calendário INCA é muito mais perfeito que o nosso, descobri tanta coisa que vos convido a visitarem o BOOM 08.
Enquanto que apanhava o lixo dos outros, tive várias epifanias, analogias e comparações, por exemplo, houve casos em que estrangeiros ajudavam na recolha dos resíduos e em que os portugueses mandavam o lixo para o caminho para nós limparmos. Em conversa com uma belga, ela referiu que a separação das embalagens era obrigatória e com direito a graves multas caso não fosse cumprida a lei.
Nós por cá, pedimos muito atenciosamente às pessoas para fazerem isso e deixamos passar este tipo de problemas, e levamos muito a sério outras coisas sem importância, como as mortes dali e de acolá, talvez se a Floribella reciclasse, o povo era também reciclado… precisamos de uma actualização rápida de tudo, desde o ensino à politica, mas isso só é possível quando cada um de nós for suficientemente inteligente para conseguir actualizar o software, porque na verdade, não entendo o que se ensina nas escolas, mas existem coisas que não são ensinadas, está dentro de cada um de nós, e como português que sou, só me resta aceitar o meu triste fado, ou então seguir em frente e caminhar para norte, onde aí existe um hardware equivalente ao meu e outros seres com um software equivalente. O BOOM é um contra movimento com o qual me identifiquei, esqueçam os boatos que este festival é só transe, droga e violência psicológica, eu sobrevivi, todos nós sobreviveríamos. Reciclem.
Dizer que tudo está mal é muito habitual em nós, os portugueses que são uma raça deveras incomodativa, para mim obviamente, começo a não tolerar esta pequena comunidade de desordeiros e tumultuosos que são alguns portugueses.
Entendo por exemplo o regime do Estado - Novo, onde a tal “censura”, “opressão” ditavam as regras, é claro que as estatísticas (INE) referem um país diferente do que a actualidade, mas acho que se fossemos um poucos mais exigentes para com as tais minorias, era mais justo para com os justos. Numa frase que li num livro de ética, referia um caso importante para o entendimento do que se passa no nosso país: ”Só vale a pena ser justo, quando ser justo compensa mais que ser injusto” aqui está o problema do nosso país.
Não me interessa nada saber dos destinos de Portugal, nadinha mesmo, porque vou ser um corrupto, é natural e habitual, não me interessa muito fazer parte de uma comunidade europeia, porque se eu não entendo a minha comunidade ou se não sei lidar com ela, também não me vou entender com a Europa “Unida” (Estados Unidos da Europa).
Estive fora durante 2 semanas, fui trabalhar (apanhar lixo) na eco team, dentro do BOOM festival 06, foi simplesmente delirante, fantástico e inspirador. O BOOM é made in Portugal, organizado por portugueses e tem o sucesso que tem não devido aos portugueses (“festivaleiros”) mas aos estrangeiros, nómadas, ou como a organização gosta de chamar -Piratas do futuro, porque esses respeitam o próximo e principalmente a natureza. Aproveitei o festival para conhecer novas experiências, povos, tudo, mas também para ler um livro muito interessante que é -os segredos do livro da natureza, de Omraam, uma das frases que me alegrou a visão foi :” A natureza diverte os homens vulgares, ensina os discípulos, e só diante dos sábios é que ela desvenda os seus segredos”.
Não li um jornal, não vi uma televisão, não ouvi um rádio, desliguei-me totalmente do meu habitual mundo, e gostei, porque aprendi tanto, que o meu ser está mais rico, é claro que mal cheguei a casa tive que enfrentar a habitual rotina, que foi comprar o jornal para saber o que perdi, e descobri que não perdi nada, absolutamente nada. Israel continua em luta (em nome da natureza, terra que pelos vistos é rica) uma morte ali, outra morte acolá, um livro editado, um disco lançado, um novo presidente, mais um atentado, enfim, uma semana normal, para um povo também normal. Em relação à natureza conheci um “movimento” interessante que consegue aliar a pornografia a acções ecológicas, como por exemplo, salvar a desertificação da Amazónia, um norueguês criou a FUCK FOR FOREST, um site onde os utilizadores pagam para ver pornografia e assim o dinheiro é desviado para a causa brasileira, descobri também que o calendário INCA é muito mais perfeito que o nosso, descobri tanta coisa que vos convido a visitarem o BOOM 08.
Enquanto que apanhava o lixo dos outros, tive várias epifanias, analogias e comparações, por exemplo, houve casos em que estrangeiros ajudavam na recolha dos resíduos e em que os portugueses mandavam o lixo para o caminho para nós limparmos. Em conversa com uma belga, ela referiu que a separação das embalagens era obrigatória e com direito a graves multas caso não fosse cumprida a lei.
Nós por cá, pedimos muito atenciosamente às pessoas para fazerem isso e deixamos passar este tipo de problemas, e levamos muito a sério outras coisas sem importância, como as mortes dali e de acolá, talvez se a Floribella reciclasse, o povo era também reciclado… precisamos de uma actualização rápida de tudo, desde o ensino à politica, mas isso só é possível quando cada um de nós for suficientemente inteligente para conseguir actualizar o software, porque na verdade, não entendo o que se ensina nas escolas, mas existem coisas que não são ensinadas, está dentro de cada um de nós, e como português que sou, só me resta aceitar o meu triste fado, ou então seguir em frente e caminhar para norte, onde aí existe um hardware equivalente ao meu e outros seres com um software equivalente. O BOOM é um contra movimento com o qual me identifiquei, esqueçam os boatos que este festival é só transe, droga e violência psicológica, eu sobrevivi, todos nós sobreviveríamos. Reciclem.
quarta-feira, julho 26
Opus V
Um sábio disse-me em certa altura: ”as grandes decisões decidem-se no crepúsculo”, sorri entretanto com um ar de esquizofrénico, balancei o meu corpo para a frente do soalho de papel que deslizava sobre um manto de alcatrão azul, decidi arriscar, não a vida, porque essa ou isso, não me compete arriscar, só o coração. Arriscar! Que absurdo soam estas palavras! A diferença mata, os comodistas! A diferença não se vende, transmite-se, ou seja, não é ensinada, não vão os hermenêuticos deturpar o meu sentido de diferença.
terça-feira, julho 25
Maníaco-depressivo tem mais piada que -Bipolar
Tenho 23 anos, mas gostava de ter 32, o que eu quero é simples. Quero nadar com um escafandro em pleno atlântico, que se lixem as baleias e a GREENPEACE, gostava de ser vizinho de todos os meus professores para lhes poder fazer a vida negra, sem que eles saibam quem os provocara. Gostava de ver Carmina Burana, nu com uma garrafa de whisky rasca apoiada na cabeça de uma norueguesa desdentada e mal cheirosa, viciada em marijuana também ela rasca. Gostava de ser um coqueiro, para atirar cocos a turistas pseudo rebeldes que mijam no meu belo troco castanho, tudo isto sob a forma de ironia rasca.
Num mundo de rascas, eu quero ser o mais rasca, o melhor entre os rascas.
Com tanta malvadez, eu tenho que ser o Lúcifer, não aquele que transporta a luz, mas sim aquele que traz a moral, os valores, a vida decadente, tudo é decadente sem que ninguém se aperceba, a profissão do homem é o marketing e a publicidade, pois é, tudo está camuflado para ser vendido ou dado. Que se lixe o homem, que se lixe a mulher, que se lixe tudo, porque eu sou tudo e sou quem controla tudo, ninguém ouse tocar-me, porque o seu destino será perigoso, e eu sei que todos são perigosos mas ninguém o admite, a ignorância é também ela bela e paradoxal. Mas ninguém a consegue equiparar à minha, eu sou o rei, eu não sou o duplo sou o actor principal, eu não sou o que decora pessoas, eu sou a própria pessoa, eu crio, eu vingo-me eu sou genuíno, eu sou perfeitamente normal.
Com isto tudo, precisava de uma mulher perfeita, alguém tipo uma professora de Historia que conheci quando era pequeno, mas que actualmente fosse da minha idade, alguém que tivesse o sotaque dos Açores, mas que fosse da Gronelândia, uma maluca, uma doida, mas que isso não passa-se de puros devaneios emocionais e simplesmente normais, tinha que ser morena, não… loira, mas… eu também gosto da cor ruiva, isso não interessa, tinha que ser órfã, seria genial encontrar alguém órfã, sempre tive esse fetiche, talvez porque precisaria do dobro do amor e carinho, sim, e eu tenho muito amor e carinho para dar, filha única, pobre, mas não de espírito, erudita, para me manter o espírito aberto, tem que adorar novas tecnologias, tem que ter um espírito de executiva de dia e de pagã à noite, tem que ser criativa e emocionalmente original, para juntos nos rirmos enquanto o charro dura, ou então enquanto a garrafa de whisky rasca perdura. É isso… dói-me a cabeça, vou-me deitar, mas antes, vou regar as minhas pequenas arvores de fruto, devia chover, gostava que chovesse, mas não era preciso ser muito, bastava a noite toda.
Num mundo de rascas, eu quero ser o mais rasca, o melhor entre os rascas.
Com tanta malvadez, eu tenho que ser o Lúcifer, não aquele que transporta a luz, mas sim aquele que traz a moral, os valores, a vida decadente, tudo é decadente sem que ninguém se aperceba, a profissão do homem é o marketing e a publicidade, pois é, tudo está camuflado para ser vendido ou dado. Que se lixe o homem, que se lixe a mulher, que se lixe tudo, porque eu sou tudo e sou quem controla tudo, ninguém ouse tocar-me, porque o seu destino será perigoso, e eu sei que todos são perigosos mas ninguém o admite, a ignorância é também ela bela e paradoxal. Mas ninguém a consegue equiparar à minha, eu sou o rei, eu não sou o duplo sou o actor principal, eu não sou o que decora pessoas, eu sou a própria pessoa, eu crio, eu vingo-me eu sou genuíno, eu sou perfeitamente normal.
Com isto tudo, precisava de uma mulher perfeita, alguém tipo uma professora de Historia que conheci quando era pequeno, mas que actualmente fosse da minha idade, alguém que tivesse o sotaque dos Açores, mas que fosse da Gronelândia, uma maluca, uma doida, mas que isso não passa-se de puros devaneios emocionais e simplesmente normais, tinha que ser morena, não… loira, mas… eu também gosto da cor ruiva, isso não interessa, tinha que ser órfã, seria genial encontrar alguém órfã, sempre tive esse fetiche, talvez porque precisaria do dobro do amor e carinho, sim, e eu tenho muito amor e carinho para dar, filha única, pobre, mas não de espírito, erudita, para me manter o espírito aberto, tem que adorar novas tecnologias, tem que ter um espírito de executiva de dia e de pagã à noite, tem que ser criativa e emocionalmente original, para juntos nos rirmos enquanto o charro dura, ou então enquanto a garrafa de whisky rasca perdura. É isso… dói-me a cabeça, vou-me deitar, mas antes, vou regar as minhas pequenas arvores de fruto, devia chover, gostava que chovesse, mas não era preciso ser muito, bastava a noite toda.
segunda-feira, julho 24
Opus IV
O universo e os que neles habitam são uma conjuntura quase patética do saber que hoje compactuamos. Quem são os intelectuais? Serão os actuais? Os que contêm o saber do livro? Isso sim, seria interessante se estivéssemos há 70 ou mais anos atrás, mas e agora? Eu posso ter um conhecimento do que os homens da ciência descobriram na sua própria altura, mas esses sim, são os verdadeiros homens do saber, porque inovaram um pensamento e uma corrente, fazendo com que hoje ainda seja importante para a nossa vivência. E agora?
“os carpinteiros modelam a madeira; os frecheiros modelam as setas; os sábios modelam-se a si próprios.” - Buda, e os intelectuais que fazem eles? Só espero acreditar que o nosso universo esteja a criar eruditos para uns intelectuais mais tarde gozarem com um grande agrado o que o pai erudito não gozou.
Consigo muito humildemente entender o que Nietzsche passou. - a ovelha negra da filosofia, será? Nunca! A minha alma entra em delírio quando a minha área, - letras e humanidades, consegue ganhar um premio justo, um justo premio não enquadrado nos módulos de intelectuais, mas sim da inovação da criatividade do saber da experiência, porque só aí é que se encontra a genialidade que Sócrates afirmava como :” A vida sem conhecimento não merece ser vivida”, conheçam, conheçam a realidade do olhar, do vento, da sol quente e atarefado que nos entranha a pele, a pele por sua vez, não se deixando subestimar, liberta através das glândulas sudoríferas o suor que também um nómada descobriu e libertou quando tentou procurar e sentir o que a filosofia pratica fez dele.
“os carpinteiros modelam a madeira; os frecheiros modelam as setas; os sábios modelam-se a si próprios.” - Buda, e os intelectuais que fazem eles? Só espero acreditar que o nosso universo esteja a criar eruditos para uns intelectuais mais tarde gozarem com um grande agrado o que o pai erudito não gozou.
Consigo muito humildemente entender o que Nietzsche passou. - a ovelha negra da filosofia, será? Nunca! A minha alma entra em delírio quando a minha área, - letras e humanidades, consegue ganhar um premio justo, um justo premio não enquadrado nos módulos de intelectuais, mas sim da inovação da criatividade do saber da experiência, porque só aí é que se encontra a genialidade que Sócrates afirmava como :” A vida sem conhecimento não merece ser vivida”, conheçam, conheçam a realidade do olhar, do vento, da sol quente e atarefado que nos entranha a pele, a pele por sua vez, não se deixando subestimar, liberta através das glândulas sudoríferas o suor que também um nómada descobriu e libertou quando tentou procurar e sentir o que a filosofia pratica fez dele.
domingo, julho 23
sábado, julho 15
Floribella, "Como contraponto ao ideal realista dos Morangos com Açúcar"
Pior que isto, é mesmo a RTP lembrar-se de produzir uma série também parecida.Se antes, a SIC tinha a -“New Wave”, formato brasileiro da Globo, a TVI contrapôs com uma produção portuguesa, “Morangos com Açúcar”, é importante referir que a TVI está de parabéns, porque “apostou” no nacional, sim, no nacional, e isso já não acontecia há muito tempo, talvez porque era mais fácil comprar a outras produtoras estrangeiras do que produzi-las.
A TVI é um bom canal generalista, porque a sua programação assume o que ela mesmo tem que assumir, relevante? Não me parece. Quem se lembra da TVI nos seus primórdios? Católica, alternativa, jovem, mas pouco portuguesa. Era a 3 estação mais vista, afinal, só tínhamos 4 (excepto a cabo) e a RTP2 que sempre foi o patinho feio, falo obviamente do share e não da qualidade. Contudo, posso referir vários aspectos que levavam a minha geração a assistir à TVI: filmes todos os dias, sitcoms americanas de qualidade e a boas horas, programação infantil de qualidade, o Batatoon foi um grande exemplo de como se pode trabalhar o material português usando a criatividade e a pedagogia, enfim…
Esta era a TVI da 1ª Geração. Depois veio a TVI de 2ª Geração, a Geração dos Reality shows, Big Brother por exemplo, a partir daí, penso que todos nós já sabemos o que se passou, ou seja, o percurso até aos dias de hoje.
Mas o fundamental não é só isso, porque a TVI é a inspiração de todos os canais portugueses, excepto da RTP2, todos eles, e mais irritantemente a SIC, tentam desde a 2ª Geração da TVI, copiar uma identidade própria, sem nunca alcançar o prazer “shareniano” da base/mãe, TVI. Mas atenção, um canal não se faz só canal pela informação, os serviços noticiosos da TVI não são muito bons, ou puros, mas eu pergunto, qual dos canais por nós conhecidos é que é? A SIC tenta o formato inglês (Sky) mas ainda sem sucesso.
Mas para terminar esta minha teoria que afirma a TVI como a inspiração dos “outros” aqui fica o seguinte: a floribella, apesar de ser um formato argentino mais não é do que a fusão deturpada de “Anjo Selvagem” e “Morangos com Açúcar” (TVI) e por curiosidade o formato original de Anjo Selvagem é também argentino, e quem foi o primeiro a adoptar quem? Só me resta dizer à SIC para se deixarem de inspirar numa poesia que não é a deles, e que devem criar a sua propria identidade, porque assim, coitados, serão sempre a lebre.
segunda-feira, julho 10
Um drama, um sonho, uma estrada... e 7 palmos de terra
Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?
Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,
Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo
Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto me emprestaram, ai de mim! Eu próprio sou!
...
Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, subido, violento, inconcebível,
Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,
À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.
(...)
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?
Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,
Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo
Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto me emprestaram, ai de mim! Eu próprio sou!
...
Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, subido, violento, inconcebível,
Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,
À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.
(...)
(Mais uma vez 7 palmos de terra terminaram... as segundas - feiras, perderam outra vez o sentido)
sábado, julho 8
Um ano de devaneios
Iniciei este blog como forma de atenuar a minha frustração por uma rapariga.
Estava de férias e não me apetecia estudar para os exames, que eram muitos, no entanto queria que este espaço fosse um lugar de simplificação do mundo abstracto em que vivemos, como o titulo afirma: “tendências simplicistas”, queria mostrar ao mundo isso mesmo. Arte, cultura, opiniões, politica, filosofia, religião… tudo isto sob a forma do simples, em suma, o mundo entrega-me a matéria, eu simplifico como catalizador o mais importante ou belo, o resto deixo para vocês. Quis na maioria dos casos mostrar-me imparcial a tudo, mas não consegui.
Uma nova tendência anda por aí, já existe há um tempo, mas aproveito a boleia para falar do youtube, é um espaço de partilha de vídeos, fica então o mote para visitarem e verem o que para mim são os 5 melhores vídeo clipes do mundo da música.
Estava de férias e não me apetecia estudar para os exames, que eram muitos, no entanto queria que este espaço fosse um lugar de simplificação do mundo abstracto em que vivemos, como o titulo afirma: “tendências simplicistas”, queria mostrar ao mundo isso mesmo. Arte, cultura, opiniões, politica, filosofia, religião… tudo isto sob a forma do simples, em suma, o mundo entrega-me a matéria, eu simplifico como catalizador o mais importante ou belo, o resto deixo para vocês. Quis na maioria dos casos mostrar-me imparcial a tudo, mas não consegui.
Uma nova tendência anda por aí, já existe há um tempo, mas aproveito a boleia para falar do youtube, é um espaço de partilha de vídeos, fica então o mote para visitarem e verem o que para mim são os 5 melhores vídeo clipes do mundo da música.
quinta-feira, julho 6
domingo, julho 2
A iniciação massiva do universo e dos que nele habitam
Nietzsche abriu as perspectivas de algumas mentes. Algumas, porquê? Porque dada a altura histórica e talvez todo o contexto social a que se revelaram, fez com que só alguns pudessem ter acesso ao seu pensamento progressista e podemos dizer revolucionário, mas a questão essencial é a da motivação linguística e emocional a que ele nos preenche a cada palavra que escreve. No entanto esses intelectuais, sofreram deveras com a arrogância crítica e criativa, como é óbvio, a que Nietzsche se expôs. No entanto a “luta” dele estava certa, e não havia margem de manobra porque estava sozinho, os responsáveis da época, desde políticos a educadores, não pretendiam mudar nada e não se sentiam com vontade de admitir que o fracasso social, histórico, político e educacional estava gasto. Tudo estava gasto. E gasto porquê? É simples, quando entramos num programa social e digo programa porque é fácil de admitir que as nossas camadas sociais aos poucos tornam-se anti-sociais e é necessário uma actualização, a todos os níveis. O que se passou foi que, essas actualizações foram feitas só nalguns programas, quais programas? A matéria o inumano o imaterial. E o humano foi claramente deixado ao acaso. Quando Nietzsche reparou que o universo andava a andar de uma maneira pouco saudável chamou a atenção. Resultado? Ficou doido, maluco, maníaco. E quem fez essa avaliação psiquiátrica? Os impuros num mundo impuro. Em suma: os adeptos estão a apelar ao voto e esforço dele. Os media, mas principalmente a Internet vai ter um papel importante na destruição total e eu estou lá…este e este também.
Publicada por
Guilherme Castanheira
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comentários
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Criatividade,
filosofia,
Sentido - Cultura; relação
sábado, junho 24
domingo, junho 18
Mundial de criatividade 2006
É verdade que o futebol é considerado o -desporto rei, mas vai muito para além disso, existe toda uma logistica de cerebros que tornam o espectáculo muito interessante. Para todos aqueles que dizem que o futebol é todo igual, aqui fica a diferença.
quarta-feira, junho 14
descontrolo
Estou, eu, sim... o gvilhovsky... "mamado" :)
simplicidade maxima nas palavras, feliz, talvez não.
Afinal a emoção vem primeiro que o sentimento, já dizia o velho Damásio, maldito!
Vou sobreviver a este mundo, vou controlar a sentença mal escrita da gramatica...
Vou finalmente, 23 anos depois, render.me ao "sistema"...
Venha o sistema, venha ele, estou à espera dele... sem medo
Afinal... eu sou um heroi cheio de "estórias" e voçes?
Eu simplesmente consegui ao longo deste tenpo ferir as ideias... já viram isto? ferir as ideias!
Fraude...
Mas mesmo assim, estou estou aqui... sem medo.
simplicidade maxima nas palavras, feliz, talvez não.
Afinal a emoção vem primeiro que o sentimento, já dizia o velho Damásio, maldito!
Vou sobreviver a este mundo, vou controlar a sentença mal escrita da gramatica...
Vou finalmente, 23 anos depois, render.me ao "sistema"...
Venha o sistema, venha ele, estou à espera dele... sem medo
Afinal... eu sou um heroi cheio de "estórias" e voçes?
Eu simplesmente consegui ao longo deste tenpo ferir as ideias... já viram isto? ferir as ideias!
Fraude...
Mas mesmo assim, estou estou aqui... sem medo.
sábado, junho 10
"Casas" do mundo
Nós por cá temos cultura, história e a arte de uma nação , do outro lado do Atlantico temos um sistema bem mais complexo, mas que mesmo assim não deixa de ser interessante.
São Tomé e Principe festeja o dia de Portugal, é preciso gostar mesmo de "nós", mas será que nós gostamos deles? Que fazemos nós por este paraíso?
sexta-feira, junho 9
Acho que já ninguem -O compreende
"Ser independente não é para toda a gente e é um privilégio dos fortes. E quem o procura, mesmo tendo os melhores motivos para isso, mas sem ser obrigado a fazê-lo, mostra sem dúvida, que não é apenas forte, mas também ousado até à extravagância.
Penetra num labirinto e multiplica os perigos que a vida já traz consigo; destes, não é o mais pequeno o facto de ninguém ver com os seus próprios olhos como e onde se perde, onde fica isolado e é destroçado por um Minotauro escondido nas cavernas da consciência. Se tal pessoa é aniquilada, isso acontece tão longe da compreensão dos homens que estes não podem senti-lo, nem ter compaixão – e tal pessoa não pode voltar para trás, nem sequer regressar à compaixão dos homens."
Penetra num labirinto e multiplica os perigos que a vida já traz consigo; destes, não é o mais pequeno o facto de ninguém ver com os seus próprios olhos como e onde se perde, onde fica isolado e é destroçado por um Minotauro escondido nas cavernas da consciência. Se tal pessoa é aniquilada, isso acontece tão longe da compreensão dos homens que estes não podem senti-lo, nem ter compaixão – e tal pessoa não pode voltar para trás, nem sequer regressar à compaixão dos homens."
( cap. 29; Para além do bem e do mal, Nietzsche)
sábado, junho 3
Finlândia, sem medo!
Os nórdicos, nomeadamente os finlandeses são e demonstram aquilo que na sua essência possuem, falo de um espírito pessoal e com carácter. Não temem as suas origens nem o mundo que os rodeia. Existe uma frase que simplifica todo o pensamento a que me refiro, -“o segredo do sucesso é não ter medo do fracasso”.Na ultima edição do -Festival da Eurovisão, os “Lordi” banda vencedora, entraram a “matar” e “rebentaram” com todo o preconceito a que o festival já nos tinha habituado, acredito que novas tendências e performance vão surgir, com medo ou sem medo aqui estão eles:Hardrock halellujah
sábado, maio 20
As mães do presente ou os filhos do futuro?
A harmonia da cultura ou a totalidade de um pressuposto aculturado são temas que devemos passar em revisto todos os dias da nossa vida, talvez tão importante como o sentir do querer da vida, manias minhas provavelmente, mas educar é um processo quase maquiavélico. Eu não quero ser educador de nada, mas queria educar não educando.
Quando se repara em excursões de dezenas de escolas das redondezas da Covilhã e não só, a deslocarem-se à incubadora enorme que molda tudo para uma plataforma plástica insensível que só mata, mas atenção isto não mata o corpo, mata o espírito a cultura tradicional e um pouco de tudo, mas isso é outra historia. É verdade que os miúdos vão ver o Noddy a um centro comercial, mas quem são os educadores que toleram estas coisas? O continente das compras é lindo por fora, então de noite é um verdadeiro espectáculo heraclitiano, pois quando se entra o continente dos desalojados é fortíssimo em impacto a.cultural, só não vê quem não quer, pois quando se passa por cima ou pelos lados o espectáculo é literalmente de fachada e com isto deparamos na verdadeira essência do que eles nos querem transmitir, mas eles quem? Existem falhas puras na educação e na maneira de como não se quer ensinar, mas o conteúdo é pragmático porque se cai no favoritismo fácil de educar e agradar a putos que esperam de nós os mais velhos o melhor dos melhores. Eu fiquei triste por ver educadoras a levarem miúdos a um continente para verem um boneco que daqui a 2 ou mais anos está esquecido na memoria, mas fico contente por ainda ter na memoria uma excursão que fiz aquando garoto ao jardim zoológico, ainda tenho na memoria e pelo menos descobri que as galinhas não nascem no continente nem num frigorifico de cozinha.
Quando se repara em excursões de dezenas de escolas das redondezas da Covilhã e não só, a deslocarem-se à incubadora enorme que molda tudo para uma plataforma plástica insensível que só mata, mas atenção isto não mata o corpo, mata o espírito a cultura tradicional e um pouco de tudo, mas isso é outra historia. É verdade que os miúdos vão ver o Noddy a um centro comercial, mas quem são os educadores que toleram estas coisas? O continente das compras é lindo por fora, então de noite é um verdadeiro espectáculo heraclitiano, pois quando se entra o continente dos desalojados é fortíssimo em impacto a.cultural, só não vê quem não quer, pois quando se passa por cima ou pelos lados o espectáculo é literalmente de fachada e com isto deparamos na verdadeira essência do que eles nos querem transmitir, mas eles quem? Existem falhas puras na educação e na maneira de como não se quer ensinar, mas o conteúdo é pragmático porque se cai no favoritismo fácil de educar e agradar a putos que esperam de nós os mais velhos o melhor dos melhores. Eu fiquei triste por ver educadoras a levarem miúdos a um continente para verem um boneco que daqui a 2 ou mais anos está esquecido na memoria, mas fico contente por ainda ter na memoria uma excursão que fiz aquando garoto ao jardim zoológico, ainda tenho na memoria e pelo menos descobri que as galinhas não nascem no continente nem num frigorifico de cozinha.
sábado, maio 13
domingo, abril 9

Muito brevemente. Verdade e mentira, pavor e ilusão. Todo o Ser quer e procura a verdadeira essência da felicidade, nada mais pode confrontar o homem senão a busca eterna pela felicidade. Se hoje falamos do eterno retorno ou do ciclo hermenêutico é porque nunca deparamos a essência monstruosa da nossa função. Se para Platão a filosofia é a busca da felicidade, então é porque tem razão, na medida em que ao questionarmos todo o pormenor criativo com que nos deparamos podemos é certo entrar no mundo das verdades e, fugirmos do tal circulo a que a maioria das almas (Ser) está condenado.
Se no mito de Sísifo o pesadelo da pedra no cimo da montanha for concluído então é porque queremos mesmo saber a verdade e entrar na revelação que nos vai libertar do eterno retorno.
Se no filme de Igmar Bergman -Sonata de Outono, as duas e principais personagens “lutam” por uma verdade, que apesar de tudo nunca foi construída neste tal começo de luta, o passado é confrontado com o futuro/presente (nenhuma delas pensou que voltaria a entrar em confronto directo por uma causa tão nobre como a felicidade). Se a mãe (Ingrid Bergman) tinha a sua felicidade no mundo da música, já a filha (Eva) procurava a felicidade numa mãe ausente.
Se hoje andamos confusos, cegos, ou até mesmo se somos desordeiros de um pensamento intacto, então é porque e acredito que seja o melhor caminho para a felicidade que não vai aparecer hoje, mas quem sabe, um dia. Hoje andamos aos circulos, amanha em linha recta.
Se no mito de Sísifo o pesadelo da pedra no cimo da montanha for concluído então é porque queremos mesmo saber a verdade e entrar na revelação que nos vai libertar do eterno retorno.
Se no filme de Igmar Bergman -Sonata de Outono, as duas e principais personagens “lutam” por uma verdade, que apesar de tudo nunca foi construída neste tal começo de luta, o passado é confrontado com o futuro/presente (nenhuma delas pensou que voltaria a entrar em confronto directo por uma causa tão nobre como a felicidade). Se a mãe (Ingrid Bergman) tinha a sua felicidade no mundo da música, já a filha (Eva) procurava a felicidade numa mãe ausente.
Se hoje andamos confusos, cegos, ou até mesmo se somos desordeiros de um pensamento intacto, então é porque e acredito que seja o melhor caminho para a felicidade que não vai aparecer hoje, mas quem sabe, um dia. Hoje andamos aos circulos, amanha em linha recta.
sexta-feira, abril 7
Um Conto para adultos
Houve em tempos grandiosos um homem que se achava inteligente, mas que na realidade era muito mais inteligente do que ele proprio se achava. Na verdade a vida dele foi feita sempre dentro de um percurso um pouco tradicional mas sempre com uma grande veia progressista. O tal percurso foi maravilhoso porque na realidade ele só deu valor a toda esta riqueza humana e experimental quando de vez em quando olhava para trás e reparava no valente sentido que a vida nos pode dar.Entretanto com o passar do tempo o seu património cultural, cientifico e humano começou a ter muita e pesada influencia num pequeno país chamado Lvzity, porque todas as pessoas começaram a ter um medo submisso a uma pessoa que simplesmente era genial mas cuja capacidade intelectual aterrorizava o mundo em seu redor. Começando ele a aperceber-se dessa manipulação horrível e tornou-se escravo de uma maneira muito própria, que era o medo do mundo.
Para ele todas as pessoas podiam ser ladras, ele pensava constantemente que os simpáticos queriam roubar a sua inteligência e por exemplo, que os, desordeiros estavam com muita inveja do seu saber e que deveriam ser aniquilados de repente. O império durava à mais de 2 décadas, tinha já um mundo controlado onde os seus empregados o olhavam de uma maneira virtuosa.
Nada o conseguia parar a não ser o amor que tinha em olhar para um belo de um sorriso honesto, até que um dia ele se apercebeu que as pessoas não o amavam pelo que ele era mas sim pela inteligência. A inteligência não lhe dizia nada porque ele achava que se devia aproveitar os dons que Deus lhe tinha dado, então era como se de um serviço público se, trata-se. Com tanto pensar descobriu que o mundo todo era uma fraude e com tanta raiva ficou, que escreveu um livro intitulado :”O Saber que nunca alcança o Ser”. Com este livro ganhou prémios e muitos mais prémios, o que, o deixavam enfurecido, porque mais uma vez era a sua inteligência que ganhara e não ele.
O livro era uma critica pura e dura a toda a forma de ciência e modelos teóricos criados com um intuito puramente de enclausurar o ser numa plataforma fácil e desonesta.
Para tentar remediar esta revelação ontológica, ele parte para uma reestruturação da sua mente. Foi então que descobriu o que poderia significar a morte e, com isto o tempo que ele não teria para compor o seu reino. Partiu o mais rápido possível para a descoberta da sua verdadeira razão de existir. Conheceu mestres, discípulos diferentes, mas não chegou a conclusão nenhuma porque toda a verdade não era diferente de todas as verdades que já possuía. Enlouqueceu, porque deixou de usar a inteligencia para usar a humildade humana e o coração atestado de pura inteligência.
Publicada por
Guilherme Castanheira
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escrita criativa,
Sentido - Cultura; relação
sábado, março 25
Existência!
Breve, rápida.Liberdade! Sentimos, sabemos.
O grande arquitecto (como os maçons gostam de dizer), teve que ser o pai dela, isto porque se ele foi livre para nos criar, tambem nós temos pedaços dessa criação ou seja possuimos tambem liberdade, porque a liberdade é o unico meio que nos faz aproximar de Deus ou dos Deuses, na medida em que ao sermos imperfeitos, vamos cair em acções imperfeitas e logo a seguir vamos "suplicar" ao grande arquitecto para nos ajudar e assim ficamos "dependentes" dele. Por isso liberdade é má, determinismo pior ainda. Qualquer pessoa que se diz livre nunca o é, é um imperativo não o ser. Mas como combater esta tendencia? Se ser livre é fazer parte da criação, então estamos complectamente dependentes de Deus, mesmo que não queiramos -isto faz com que tudo não passe de uma "birra" de meia, média idade. Se Sartre dizia na Náusea: "estamos condenados à liberdade", é porque tem razão, imaginemos: Se o mundo fosse perfeito, se morrer não tivesse sentido, ou até mesmo se as guerras nao existissem, mas atenção tudo isto é derivado da morte, a morte assusta em qualquer caso, as guerras são sinonimo de morte, as doenças igual a sofrimento ou morte, enfim tudo tem em vista o clima -MORTE, mas se formos fieis vamos acreditar na vida ou numa vida melhor, mas continuando, se tudo fosse perfeito então nunca nos iriamos lembrar de Deus ou dos Deuses, logo a maior arma e cuja "virtude" mais aplaudimos é a nossa maior fraqueza. Hoje ninguem sabe o que é a liberdade, porque ela anda perdida, mas um dia vamos descobrir.
Que a liberdade desapareça e que venha a verdade. Seja ela qual for.
terça-feira, março 21
Não ao sofrimento
Não entendo a dor emocional, mas entendo a fisica. As diferenças não são muitas, enquanto que umas "matam" (fisicas) outras por sua vez moem (emocionais), já dizia a sábia e popular frase.
Como entender o porquê da nossa existencia? Há também quem lhe chame de Personalismo, apesar de ser (na minha humilde opinião), mas já agora, porque tem de ser -"humilde opinião"?
Quem cabe julgar a nossa humildade? Deus? Mas e quem não acredita, já não é humilde? Os outros - sociedade? Voltemos ao Personalismo. Personalismo é algo, agora vou ser acusado de "básico" por alguem que sabe mais da matéria, mas eu não errei, porque, Personalismo é mesmo algo.
Tenho um amigo ou uma amiga é indiferente, que precisa de um pulmão, eu neguei-o, estou triste.
sexta-feira, março 17
Um homem morto pode ter mais valor que vivo, certo?Estamos a falar de um homem, não de homens, isto porque, cada caso é um caso e, a generalização da adulteração da verdade vai estar sempre condicionada acerca do homem, que não questiona a simplicidade mas prolifera a verdade, uma verdade que nos torna cépticos e cegos. Mas as verdades e as intenções são puras, é claro, a ignorância refinada é o elemento forte da totalidade de verdades.
Quando surgem as primeiras dificuldades e não somos capazes de encarar isso de uma outra forma, talvez poética, vem o medo, e o desaparecimento de todas as boas memórias escritas, mas divinas.
Ontem eram treze à mesa, hoje continuam os treze mas talvez embriagados, não do vinho de Canã, mas de um vinho diferente e também de uma sede diferente.
quinta-feira, fevereiro 23
Cãrenciã Intelectuãl
Hoje e, exclusivamente hoje, ando carente de criatividade, por isso tentei ser o mais criativo nas virgulas, sei, que elas são importantes, para a frase ter sentido, e, não só. Mas, não sabendo como, enfiar o sinal gramatico no seu sitio proprio, achei por bem embirrar com isto, ~, até que nem ficãvã mãl. Estes. ~, dãõ jeito para quando está chuva, porque prõtege. Hoje e exclusivamente, hoje, ando, cãrente de criatividade. Por isso fiz uma piada, aqui vai.
- Uma rapariga vem direita a mim e diz-me: "Gosto muito da tua Camisa".
- E eu respondo: " Os meus boxers têm o mesmo padrão."
quarta-feira, fevereiro 22
Já ninguem liga aos Clips
quarta-feira, fevereiro 15
O Coelho saíu da toca
Lia num post it algures na estação de metro em Toronto (Spadina), uma frase em forma de puzzle que continha um sem número de questões pragmáticas e sem sentido.As formas subterrâneas de um possível ornamento musculado mas sensível e carente de reconhecimento urbano, fez com que se criassem malefícios puramente desconcertantes.
O que digo, tem a forma de palavras ocas, mas revendo o tal passado, nunca vais ser possível amamentar o prejuízo grave do passado e da falta de coerência do Homem.
Ninguém o viu no seu coração, mas todos o vimos no olhar sereno da revolta.
Tentamos apagar o sinal da consciência, mas ele não se preocupa, porque sabe que vai sobreviver e que o seu papel no nosso mundo tem uma finalidade. Tememos a sua compaixão e o seu carácter de pai, mas um dia esse dia vai chegar, é um aviso.
Arrependei-vos seres patéticos e absurdos, porque a cola do post it é sensível e basta um único encostar para desaparecer, não para sempre mas o tal momento a que estava destinado. Nem todos o leram, talvez por não passar de um significante mas insignificante post it. A mensagem estava lá, poucos a leram, mas todos a podiam ter lido.
segunda-feira, fevereiro 13
Feliz dia dos namorados a todos os agarrados
No fundo do rio viam-se as pedras lapidadas da erosão, pensava como a minha vida era uma pedra daquelas em que o tempo se encarregava de as transformar e transportar para o tal “nenhures” que eu sempre procurei.Passados 2 anos depois do meu acidente e da morte da Y, que outrora foi minha namorada, lá andava eu cheio de preocupações existencialistas. O tempo, o meu aliado preferido nunca conseguiu acompanhar a dor transcendente da minha erosão constante, mas enfim.
Estava disposto a arriscar ou riscar o passado e seguir em frente no amor. Dizem que o amor é tudo, mas será que é?
Penso que o amor é uma metáfora que nos mantém alucinados ou distraídos do real mundo, é também um camuflado que nos usa a todos como cobaias ou hospedeiros, eu já amei, mas nunca amei. Já pensei ter amado, desde o meu Deus, que outros usam para benefício próprio, até aos meus ricos pais ou família. Então será o amor diferente de caso para caso? Isso não interessa, porque o amor não é interesseiro, não procura matar, procura sim partilhar e sentir. Eu estou apaixonado. Lamechas, alucinado, despreocupado e desprendido do mundo que me rodeia. O amor tem destas coisas, passo horas deitado a pensar de como era bom tê-la aqui ao meu lado, agora percebo os agarrados em Heroína. Como é bom estar apaixonado, por alguém que sente esse nosso amor e nós mesmos sentimos esse alguém.
sábado, fevereiro 11
Amor vs Ding Dong
Ding Dong é uma expressão pioneira neste tipo de matérias, sentimentalismos.Quando se ama uma pessoa, mas se tem medo de arriscar tudo para estar com ela é porque estamos perante o Ding Dong. A etimologia desta palavra é desconhecida, mas utilizar a expressão -"ding dong" é absurda, logo as semelhanças condizem com o que se pretende.
Ding Dong nao só é utilizado no amor como relação com o proximo, é também usada para definir uma campainha.
sexta-feira, fevereiro 10
Radicalismo ou Popularismo
Estou farto (emocionalmente e nao só) destas confusões religiosas, amorosas e politicas. Ou são umas caricaturas engraçadas ou é uma piada de mau gosto, nunca sei quando é que os muçulmanos estão de acordo com qualquer coisa. Eles ficam ofendidos com umas caricaturas, mas nós (resto do mundo), não podemos ficar chateados com os atentados macabros a que eles nos sujeitam todos os dias. Assim sendo, Fica o aviso, de que estou pronto a fazer parte de um movimento pessoal em que nao me vou deixar iludir com uma simples burca ou bomba, se querem radicalismos, entao que sejam radicais a serio e que nao seja só quando lhes apetece.
Agimos como se o mundo fosse feito de formas, o interesse de uma união abstracta onde um sentimento não pode ser mais fiel que à propria natureza das coisas, e é essa natureza que não dá forma, mas dá significado.
quarta-feira, fevereiro 1
Depois do secundário, os alunos de alguns países nordicos, nomeadamente na Finlandia, podem passar desde um ano, ou mais tempo, a trabalhar em centros de voluntariado.A questão é simples. Todos aqueles, alunos que estão ainda indecisos com o futuro académico, podem passar um tempo de reflexão e de trabalho em centros de voluntariado espalhados por todo o país. O contributo destes jovens pré-académicos na sociedade é importantissimo, porque faz despertar uma veia humana essencial para o Homem/Ser. As Comunidades agradecem e os jovens que para alem de viajarem, ajudam e são ajudados... Depois da vocação estar encontrada o rumo é unico e sem dúvidas.
Os Nordicos sempre estiveram no auge do Humanismo.
sábado, janeiro 28
Existem pais para tudo. No caso do documentário, o pioneiro a usar o termo -documentário foi, John Grierson. O seu contributo para este tipo de projectos é irreversivel, fundador do Movimento Documentarista Britanico, Grierson deixa agora um legado que influência todo um universo.
``Of course Moana, being a visual account of events in the daily life of a Polynesian youth and his family, has documentary value.'' (Grierson, 1926:25)
27Janeiro>05Fevereiro_06>ForumLx
sábado, janeiro 21
domingo, janeiro 15
Vou falar das presidenciais
Ao começar este texto, vem-me à memória uma entrevista que o Dr. Santana Lopes deu na SIC Noticias, em que falava de um retorno à vida politica. Por mim, venha ele.Não sou nem de esquerda nem de direita, mas sim um cidadão de Portugal, (não sou ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo - Sócrates). O português é um típico ser com algumas tendências ou raízes anarcas, isto porque odeia qualquer tipo de poder e repugna o “outro” como sendo um Ser mais competente.
A solução para um Portugal mais jovem, uma pátria com uma identidade histórica que tanta falta nos faz, é a vinda da monarquia, o caso espanhol por exemplo.
Soares anda com amnésia, o Louça iludido ou deslocado do país onde mora, o poeta esse poeta que desconhece as estatísticas de leitura no seu país, o Dr. Cavaco, pode não ter o perfil, mas tem o carácter de um português.
Mas o que seria bom era mesmo o D. Duarte ou então o tal menino guerreiro que não tem medo de avançar e de falar em nome do meu, do nosso PORTUGAL.
sábado, janeiro 14
Quando se chora num casamento...
O primeiro casamento.
É o desgaste, a euforia, os nervos que não passam de medo profundo sobre o futuro. As simples preocupações de uma preocupação simbólica que une famílias. Os debates agressivos sob temas de diversas razões e sem importância.
O segundo casamento.
As bases estão criadas num desassossego perpétuo, onde a tradição da igreja é ultrapassada por uma sala normal do registo civil. A religião é vista agora como algo meramente banal ou trivial. Os convidados são uma ironia descabida do sábio humor consumista.
O terceiro casamento.
Esse tal terceiro, não vai ou pode existir. Porque na verdade, só quero ter dois filhos.
É o desgaste, a euforia, os nervos que não passam de medo profundo sobre o futuro. As simples preocupações de uma preocupação simbólica que une famílias. Os debates agressivos sob temas de diversas razões e sem importância.
O segundo casamento.
As bases estão criadas num desassossego perpétuo, onde a tradição da igreja é ultrapassada por uma sala normal do registo civil. A religião é vista agora como algo meramente banal ou trivial. Os convidados são uma ironia descabida do sábio humor consumista.
O terceiro casamento.
Esse tal terceiro, não vai ou pode existir. Porque na verdade, só quero ter dois filhos.
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